Jovens e Adultos – Lição 02: Esperança em meio à adversidade – Aula Dinâmica

0
Professoras e professores, para esta lição, apresento as seguintes sugestões:
 – Iniciem a aula, cumprimentando os alunos, perguntem como passaram a semana. Escutem atentamente as falas dos alunos e observem se há alguém necessitando de uma conversa e/ou oração. Verifiquem se há alunos novatos e/ou visitantes e apresentem cada um.
Após a chamada, solicitem ao secretário da classe a relação dos alunos ausentes e procurem manter contato com eles durante a semana, através de telefone ou email.
Os alunos se sentirão queridos, cuidados, perceberão que vocês sentem falta deles. Dessa forma, vocês estarão estabelecendo vínculos afetivos com seus alunos.
Compreendem a importância desse ato?
Vocês realmente estão fazendo isto?
 – Falem do tema da lição: Esperança em meio à adversidade.


– Trabalhem o conteúdo proposto na lição, buscando sempre a participação dos alunos.
– Para concluir, utilizem a dinâmica “Estrela Verde” ou “Na Fornalha”.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Texto Pedagógico

Avaliando a Avaliação da Aprendizagem na Escola Bíblica Dominical

         Muito se tem discutido e escrito sobre avaliação da aprendizagem. Novas concepções surgem na área educacional, reflexões são realizadas, tomadas de decisões são feitas nas escolas, mas sempre há um ponto de interrogação no processo avaliativo, por ser alvo de opiniões controvertidas e por se entender que é um processo difícil de ser realizado a contento.
            Nas escolas seculares, partindo de uma análise simples, a avaliação de forma geral tem sido associada à realização de provas, testes, atribuição de notas ou diagnóstico descritivo dos alunos após um bimestre, trimestre, semestre, ano, série ou ciclo, tendo como foco principal o resultado aprovado, reprovado.
            Dessa forma, podemos concluir que a avaliação, nessa concepção, está atrelada ao resultado final do desempenho dos alunos, domínio ou não das competências e habilidades requeridas para aquele momento de estudo etc. É mais conhecida como Somativa, pois a decisão final requer a soma de vários resultados ao longo de um período de estudo. É interessante ressaltar que outros tipos de avaliação já acontecem, em várias escolas, e não estão conjugadas a aferição de notas.
            E na Escola Bíblica Dominical, a avaliação para que serve?
            Para que serve? Isto mesmo! Caso você, professor, seja daqueles que não realiza avaliação da aprendizagem na EBD, não se espante, você não é exceção! Na EBD pouco se fala em avaliação da aprendizagem, mesmo sendo um requisito tão importante dentro do processo de ensino e aprendizagem.  Mas, é necessário realizar avaliação. É interessante, então, pensar sobre alguns pontos relevantes.
            Na Escola Dominical não há uma finalização de períodos conclusivos para que os alunos terminem um módulo e sejam julgados aptos ou não para prosseguir nos estudos posteriores.
            É importante também refletir sobre o conteúdo transmitido na EBD, que na sua maioria deve ser vivenciado pelo aluno na sua prática cristã. Então, neste caso, somente o aluno é capaz de julgar como o ensino está sendo absorvido por ele, como cristão. Daí, a necessidade do professor contextualizar o tema com o tipo de aluno, para que a aprendizagem seja mais significativa.
Há professores que realizam testes ao final do trimestre e fazem premiação dos alunos que se destacam nestas avaliações escritas, observando também assiduidade, pontualidade, participação etc. As avaliações, na grande maioria, se referem a conteúdos, conceitos; mas, a assimilação deles e vivência do que aprendeu somente os discentes podem avaliar a si mesmos – este tipo de avaliação é conhecida como Autoavaliação. Embora, que possamos “avaliar” alguém pela demonstração de suas atitudes e por aquilo que fala. Afinal, pelos frutos se conhece uma árvore.
Outra forma de avaliar os alunos é conhecida como avalição Diagnóstica. Antes de iniciar o estudo da lição, o professor indaga sobre o que os alunos conhecem sobre o tema. Dessa forma, ele tem conhecimento prévio sobre o que os alunos conhecem da temática que será abordada e pode, inclusive, partir dessas respostas para iniciar o estudo.
 Há outra forma de avaliar – a Formativa ou Processual. Esta não busca detectar o insucesso do aluno no final de período, nem prioriza o resultado final. Ela acontece no processo de ensino, de forma contínua e informal, como prática de investigação para que o aluno aprenda e dessa forma pode ter uma perspectiva transformadora, isto é, observando as modificações que estão ocorrendo no aluno para que ele aprenda, alcançando os objetivos propostos.
Como fazer? O professor durante a aula deve observar a expressão facial e corporal dos alunos, para identificar se estão entendendo o assunto, além de fazer perguntas sobre o assunto e expressões como: “Estão entendendo?” e “Alguma dúvida?” O professor deve também oportunizar espaço para o aluno realizar perguntas. É possível também utilizar-se de outros instrumentos avaliativos, dentro desta perspectiva, como: pequenos testes, dinâmica pedagógica etc. Dessa forma, a avaliação será uma ferramenta eficaz a serviço do ensino e da aprendizagem.
Concluindo, reconheço que este texto não esgota o questionamento da problemática avaliativa na EBD. Todavia, apresenta uma reflexão sobre o tema e aponta algumas alternativas para a realização do processo avaliativo.
Que tal começar na próxima aula?


Por Sulamita Macedo.
Dinâmica: Estrela Verde

Objetivo: Refletir sobre a esperança diante das adversidades.

Material:
Texto “A Estrela verde” para oito pessoas(Vejam no procedimento)
 06 estrelas grandes: 01 branca, 01 prateada, 01 dourada, 01 vermelha, 01 verde e 01 azul
Estrelas verdes pequenas para cada aluno da classe.

Procedimento:
– Escolham 08 pessoas e distribuam o texto abaixo para cada uma: 06 pessoas para representar as estrelas, 01 para representar o anjo e 01 para ser o narrador.
– Orientem para a sequência das falas. Se houver tempo, antes da apresentação, passe a fala de cada personagem.
– Entreguem as estrelas branca, prateada, dourada, vermelha, verde e azul para as 06 pessoas escolhidas.
– Entreguem as estrelas verdes pequenas para quem está a estrela verde grande. Ela deve guardar num bolso ou deixar perto dela, onde pode ser facilmente encontrado.
– Observem as ações escritas em itálico e entre parênteses contidas no texto, para que sejam executadas durante a leitura.
A Estrela Verde
Narrador: Havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, douradas, vermelhas, azuis… Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:
(6 pessoas entram segurando estrelas nas cores branca, prateada, dourada, vermelha, verde e azul)
Estrela 1:Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.
Narrador: Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas, como são vistas e podem descer à Terra.
(As pessoas com as estrelas saem)
Narrador: Conta-se que naquela noite, houve uma linda noite de estrelas. Algumas se alinharam nas torres altas das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos, outras se misturavam nos brinquedos das crianças e a Terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.
(Cinco pessoas com as estrela entram, com exceção da verde)
Narrador: Por que vocês voltaram? Perguntou Deus, à medida que elas chegavam ao céu.
Estrela 2: Senhor, não foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência. Muita maldade e injustiça…
Narrador: E o Senhor lhes disse: Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que cai, daquilo que morre, onde nada é perfeito. O céu é o lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.
Narrador: Depois que chegaram todas as estrelas, conferindo seus números, Deus falou: Mas está faltando uma estrela, perdeu-se no caminho? E um anjo que estava perto respondeu:
Anjo: Não Senhor, ela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há o limite, aonde as coisas não vão bem, onde há luta e dor…
Narrador: Mas que estrela é essa? Perguntou o Senhor.
Anjo: É a ESPERANÇA, Senhor. A estrela verde. A única estrela desta cor.
Narrador: E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. Havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.
(A Esperança entra e entrega uma estrela verde para cada participante)
– Para concluir leiam: “Bem-Aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor, seu Deus. ” Sl 146.05

Autoria do texto desconhecida.
O texto adaptado por Sulamita Macedo para ser lido e encenado, por isto está com a indicação dos nomes e falas dos personagens.
Texto adaptado para dinâmica por Sulamita Macedo.


Dinâmica: Na Fornalha

Objetivo: Refletir e reconhecer que nas dificuldades Jesus está conosco, trazendo-nos esperança em meio às adversidades.

Material:
01 caixa de palitos de fósforos(tipo longo).

Procedimento:
– Leiam Daniel 3. 12, 15, 17, 19, 20, 21, 24, 25, 27.
– Solicitem que os alunos acompanhem em suas Bíblias a leitura citada.
– Falem: Lemos o relato sobre 03 jovens judeus que foram jogados na fornalha, mas neste momento de extrema dificuldade tiveram a companhia do 4º. Homem(Deus), que estava com eles, guardando-osna fornalha e não da fornalha.
Há momentos que também nos sentimos como se estivéssemos na fornalha, Jesus não nos prometeu ausência de problemas, mas que estaria conosco, conforme lemos em João 16.33 e Mateus 28.20b.
– Solicitem agora para que alguns alunos contem uma situação difícil, que eles sentiram como se estivessem na fornalha. Para tanto, peçam para que os alunos risquem o fósforo e, enquanto a chama estiver acesa, contem qual foi o problema e a solução e como se sentiu amparado por Jesus. Caso a chama se apague antes do aluno terminar o relato, deixe que ele conclua.
Dessa forma, isto é, com o fósforo aceso, o aluno deverá ter mais objetividade no relato e o fogo se apresenta como um símbolo de ter estado na fornalha da aflição.
– Ao término de cada relato, leiam Isaías 48.10b “…Provei-te na fornalha da aflição”.
– Para concluir, façam uma oração pelos alunos que estão passando por problemas, isto é, estão na fornalha da aflição, para que tenham fé esperança nAquele que tudo vê e pode.


Por Sulamita Macedo.

Deixe uma resposta! Seu comentário é relevante!