VÍDEOS E SLIDES – LIÇÃO 3 – TRABALHO E PROSPERIDADE / SUBSÍDIOS

0
AULA MINISTRADA PELO PR. DR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO
Acesse (www.portalebd.org.br)


Aula ministrada pelo teólogo e professor Fábio Segantin
Acesse (www.fabiosegantin.blogspot.com.br)


Aula ministrada pelo Prof. Carlos Alberto, da Assembleia de Deus em Londrina.
(Acesse: www.adlondrina.com.br)


LIÇÃO 3 – TRABALHO E PROSPERIDADE
TEXTO ÁUREO
“A bênção do Senhor é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22).
VERDADE PRÁTICA
A Bíblia condena a inércia e a preguiça, pois é através do trabalho e da bênção de Deus que prosperamos.
INTRODUÇÃO
Nas lições anteriores, aprendemos que um provérbio bíblico utiliza a linguagem metafórica para expressar o seu real significado. De fato a palavra hebraica machal? Traduzida em nossas Bíblias como provérbio? Possui um leque de significados: parábola, comparação, alegoria, fábula, provérbio, dito enigmático, símbolo, argumentação ou apologia. Tais recursos linguísticos permeiam todo o livro dos Provérbios.

Na lição de hoje, veremos algumas das metáforas usadas pelos sábios para tratar da natureza do trabalho e sua importância. Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana. Ao observarmos o campo, a imagem de um animal ou mesmo a atividade dos insetos, aprenderemos acerca da grandeza do trabalho. Era dessa forma que os sábios da antiguidade ensinavam, pois quando se entende tais metáforas, compreende-se melhor a natureza do trabalho.
I – A METÁFORA DO CELEIRO E DO LAGAR (Pv 3.9,10)


1. A dádiva que faz prosperar. Em Provérbios 3.9,10 “Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares”, está escrito que devemos honrar ao Senhor com nossas posses e com o melhor de nossa renda. Tal atitude, segundo o sábio, fará com que os nossos “celeiros” se encham abundantemente e que trasbordem de mosto os nossos “lagares”. O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante! O celeiro, tradução do hebraico asam, é o lugar onde se deposita a produção de grãos. Quando transbordava era sinal de casa farta! Vemos isso nas bênçãos decorrentes da obediência (Dt 28.8) “O SENHOR mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros e em tudo que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o SENHOR, teu Deus”. Mas o conselho do sábio mostra que isso só é possível quando há generosidade em fazermos a vontade de Deus.
2. A bênção que enriquece. No mesmo texto, Salomão fala dos bens e da renda adquiridos como fruto do trabalho. Mas a verdadeira prosperidade não vem apenas de nosso esforço, mas principalmente do resultado direto da bênção do Senhor. É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios 10.22 “A bênção do SENHOR é que enriquece, e ele não acrescenta dores”.

O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles. É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz. A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida.
II – A METÁFORA DA FORMIGA (Pv 6.6-11)
1. As formigas sabem poupar. Na metáfora da formiga, o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: “Vai ter com a formiga”. A palavra hebraica usada aqui é yalak, e possui o sentido de “mover-se”, tomar uma atitude na vida (Pv 6.6) “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio”! Até os insetos podem nos dar lições sobre o trabalho! Mas não é apenas isso que aprendemos com as formigas. Ainda em Provérbios, o sábio Agur invoca o exemplo desses pequenos insetos (Pv 30.25) “as formigas são um povo impotente; todavia, no verão preparam a sua comida”. As formigas possuem uma noção sofisticada de trabalho? “no verão [elas]preparam a sua comida”. Isto é, as formigas sabem poupar! Elas não apenas trabalham, mas também poupam. O cristão deve aprender igualmente a poupar recursos para eventualidades futuras.
2. As formigas sabem ser autônomas. O texto de Provérbios diz que a formiga, mesmo “não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento” (Pv 6.7,8).

As formigas também são responsáveis e trabalham sem serem vigiadas. O erudito Derek Kidner observa o contraste entre elas e o preguiçoso, quando informa que a formiga não precisa de fiscal, enquanto o preguiçoso precisa ser advertido o tempo todo. A formiga discerne os tempos, o preguiçoso não!
III – A METÁFORA DO LEÃO (Pv 22.13; 26.13)
1. Conhecendo o leão. A metáfora do leão se encontra em duas passagens do livro de Provérbios (22.13 e 26.13) “Diz o preguiçoso: Um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas” “Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas”. Há uma pequena variante nesses provérbios, mas o sentido é o mesmo? O preguiçoso sempre arranja uma desculpa para fugir do trabalho! Ora o leão está “lá fora”, ora está “no caminho” e ora está “nas ruas!”. O leão é o mais forte dos animais, e a sua presença causa medo. O fato de o preguiçoso ver o trabalho como um leão significa que ele o encara como uma realidade difícil de ser enfrentada. Tem medo do trabalho, assim como tem medo do leão! É desnecessário dizer que essa é uma visão completamente equivocada do labor.
2. Matando o leão. Há alguns provérbios populares que expressam um sentido semelhante aos provérbios estudados acima. Por exemplo: “a vida é dura para quem é mole”; “matando um leão por dia”. Tais ditos populares revelam que a vida pode ser difícil, dura, mas tem de ser enfrentada.

Não adianta ficar com medo do leão! O pastor Matthew Henry observa que esse “leão” é fruto da imaginação do preguiçoso e só serve para reforçar a sua inércia. Se há um leão lá fora, é o leão do qual falou o apóstolo Pedro, e ele está rugindo em busca de quem possa devorar (1 Pe 5.8) “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar”. O preguiçoso será a sua principal presa!
IV – O TRABALHO E A METÁFORA DOS ESPINHEIROS (Pv 24.30-34)


1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! Já vimos que o trabalho possui também uma dimensão espiritual (Pv 3.9) “Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda”. Isso vai de encontro àquilo que pensa o senso comum acerca do trabalho. A ideia que ficou associada ao trabalho é a de que ele é algo meramente material e totalmente destituído de valor espiritual. Mas não é assim que pensa o sábio (Pv 24.30) “Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento”. Quando ele viu o campo do preguiçoso totalmente abandonado, cheio de espinheiros, a primeira sensação que teve foi de um “homem falto de entendimento”.

É interessante observarmos que, no hebraico, essa expressão vem carregada de valores espirituais. A palavra hebraica usada para “entendimento” é leb, significando coração, entendimento e mente. A ideia é mostrar o que há no interior do homem? A espiritualidade. Andrew Bowling, especialista em hebraico bíblico, destaca que esse vocábulo é usado para indicar as funções imateriais da personalidade humana. Portanto, o trabalho é algo extremamente espiritual. Ninguém será menos crente porque trabalha, aliás, a verdade é justamente o contrário (Ef 4.28) “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (2 Ts 3.10) “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também”!


2. Trabalho, ócio e lazer! A análise do sábio sobre a inércia do preguiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, é uma forma de ironizar o ócio dele (Pv 24.33,34) “Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado”. Não dá para prosperar mantendo-se de braços cruzados, e muito menos ficando eternamente em repouso! É preciso se mexer. Todavia, esse é apenas um aspecto da questão, pois quem trabalha precisa de descanso e também de lazer! Deus criou o princípio do descanso semanal (Gn 2.2) “E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito”. Precisamos, inclusive, de tempo livre para estarmos a sós com Deus e com a nossa família.
CONCLUSÃO


O trabalho dignifica o homem e é por isso que devemos levá-lo a sério. Trabalhando, alcançaremos a verdadeira e bíblica prosperidade. Essa recomendação é valida também para os obreiros, pois se não tiverem cuidado, acabarão por mergulhar numa inércia pecaminosa.

Não devemos, todavia, nos fazer escravos do trabalho. Devemos estar disponíveis também a cultuar a Deus, cuidar de nossa família e, com ela, recrear-nos. Enfim, se nos dedicarmos ao trabalho, conforme recomenda-nos a Bíblia, teremos uma vida digna e tranquila na presença de Deus.
_______________________
OBS: O tamanho original de cada slide é 28×19 cm, para manter as proporções e qualidades dos slides, sugerimos alterar o tamanho do seu slide no PowerPoint em “Design” e depois “Configurar página”.
Referências
Revista Lições Bíblicas. SABEDORIA DE DEUS PARA UMA VIDA VITORIOSAA atualidade de Provérbios e Eclesiastes. Lição 03 – Trabalho e prosperidade. I – A metáfora do celeiro e do lagar (Pv 3. 9,10). 1. A dádiva que faz prosperar. 2. A bênção que enriquece. II – A metáfora da formiga (Pv 6.6-11). 1. As formigas sabem poupar. 2. As formigas sabem ser autônomas. III – A metáfora do leão (Pv 22.13; 26.13). 1. Conhecendo o leão. 2. Matando o leão. IV – O trabalho e a metáfora dos espinheiros (Pv 24.30-34). 1. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! 2. Trabalho, ócio e lazer!. Conclusão. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 4° Trimestre de 2013.

Deixe uma resposta! Seu comentário é relevante!