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A maldição de Deus sobre a humanidade

Homens e mulheres corrompidos pelo pecado

A maldição de deus sobre a mulher

Talvez porque ela tenha pecado primeiro, Deus começou se dirigindo à nossa primeira mãe: “Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez; em meio de dores darás à luz filhos; o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (Gn 3.16). Se considerarmos como o pecado afeta as mulheres no casamento hoje, nessa maldição de duas partes a flecha acertou o centro do alvo.

Dor. Por essa maldição, o ato de dar à luz, que de muitas maneiras é o ápice da experiência feminina, torna-se desesperadamente doloroso e assustadoramente perigoso. Sem essa maldição, a dor não faria parte da gravidez e do parto. Parece claro que o ciclo menstrual de uma mulher — intrinsecamente associado ao processo de concepção — também estaria livre tanto da dor como das oscilações de humor provocadas por hormônios que podem causar tanto caos nas mulheres (e às vezes, por extensão, nos homens).

Conflito. Ainda mais diretamente ligada à relação matrimonial é a segunda parte da maldição de Deus sobre a mulher: “o teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (Gn 3.16). Aqui está a causa de boa parte da luta entre os sexos. Observe que Deus amaldiçoa a mulher com um desejo nocivo em relação ao homem. Ela foi feita como uma auxiliadora para o homem (Gn 2.18), mas agora essa orientação para o homem é transformada em maldição.

A palavra para desejo que Deus emprega aqui aparece apenas duas outras vezes em toda a Bíblia. Nós a lemos no Cântico de Salomão para descrever o desejo sexual de um homem: “Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim” (Ct 7.10). A maldição de Deus aplica essa palavra às mulheres e, como resultado, elas têm uma paixão doentia pelos homens e por seu relacionamento com eles. A outra ocorrência está em Gênesis, onde Deus adverte Caim sobre o poder do pecado: “o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti” (Gn 4.7). Aqui, a ideia é de domínio ou controle. Juntando esses dois usos da palavra, vemos que Deus colocou uma maldição sobre a mulher para que ela fosse dominada pelo desejo nocivo de possuir e controlar seu homem.

Essa, é claro, é a experiência real de inúmeros casais. Com frequência, os homens sentem que suas esposas são muito controladoras e exigentes em suas expectativas de relacionamento. Então, os homens revidam, como Deus disse: “e ele te governará”. Lembre-se: isso não é apenas um problema que algumas mulheres têm. Pelo contrário, é a maldição de Deus sobre as mulheres em geral e sobre o casamento. Se você duvida disso, convido-o a examinar as revistas femininas em qualquer banca ou fila de supermercado. Qual é o fio condutor de quase todos os artigos em praticamente todas as revistas femininas? Seja o assunto desempenho sexual, dieta, culinária ou costura, o foco é em possuir e controlar o homem. Por baixo de tudo isso, está a maldição de Deus sobre nossa mãe pecadora: “O teu desejo será para o teu marido, e ele te governará” (Gn 3.16). Essa maldição é a punição de Deus pelo pecado de Adão e Eva, ampliando os efeitos do pecado em nossos relacionamentos.

A maldição de Deus sobre o homem

Para eliminar de vez qualquer risadinha irônica sobre o pecado da mulher, vamos lembrar que, imediatamente após a maldição sobre a mulher, veio uma maldição igualmente severa sobre o homem.

A Adão ele disse: “Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás (Gn 3.17-19).

Como Adão era o chefe do primeiro lar, seu pecado teve um efeito mais abrangente do que o pecado de sua esposa, trazendo a maldição de Deus sobre a própria terra que Adão deveria cultivar e guardar. Isso deve nos lembrar que a ameaça primária à segurança de nossos entes queridos é sempre nosso próprio pecado. A arena na qual Adão deveria carregar a imagem de Deus por meio do trabalho foi amaldiçoada, de modo que a terra viria a produzir alimentos apenas com grandes esforços, enquanto cardos e espinhos cresceriam em abundância. Por essa razão, meu quintal tem problema com ervas daninhas; nosso trabalho é tão frequentemente cansativo e desgastante; e a morte nos espera a todos ao final de nossos dias de trabalho.

Note como o pecado teve o efeito de amaldiçoar os arranjos que Deus fez na criação. Isto é o que o pecado faz: não torna as coisas diferentes; torna-as dolorosas. Deus fez o homem para se voltar para fora de si, para o jardim. Com sua esposa amorosamente ao seu lado, ele deveria tornar as coisas abundantes e frutíferas ao cultivar o solo e guardá-lo. Agora, a orientação do homem exige tanto dele que ele quase não terá tempo para a mulher. Esta é a dinâmica em praticamente todos os casamentos: a mulher se sente negligenciada porque o homem é consumido por seu trabalho e, quando não é pelo trabalho, é por seu lazer: carros, música, esportes, pinturas, coleções de selos e outras coisas. Não é isso que encontramos em todas as revistas masculinas? As revistas masculinas são sempre sobre “coisas” fora de nossos relacionamentos: trabalho, esportes, política, dinheiro etc. Sobre mulheres também? Sim, mas não sobre mulheres em relacionamentos reais com homens; em vez disso, os homens pecadores desejam mulheres apenas como brinquedos e posses.

A maldição de Deus sobre o homem o atrai, de forma nociva, para longe da mulher, enquanto a maldição de Deus sobre a mulher a atrai, de forma nociva, para perto do homem.

Por isso a maioria das sessões de aconselhamento conjugal é uma variação do mesmo tema. Esposa: “Você não me dá atenção”. Marido: “Você é muito exigente e reclama demais”. Deus amaldiçoou o relacionamento conjugal com um desejo nocivo de controle por parte da mulher e um foco egoísta para fora do relacionamento por parte do homem.


 

Este artigo é um trecho adaptado com permissão do livro Homens de verdade, de Richard D. Phillips, Editora Fiel.
Este artigo é um trecho adaptado com permissão do livro Homens de verdade, de Richard D. Phillips, Editora Fiel.

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