Jovens Lição 8: A tentação de fugir do julgamento de Deus

Data: 22 de Maio de 2022

TEXTO PRINCIPAL

Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jr 17.5).

RESUMO DA LIÇÃO

Os israelitas deveriam aceitar o julgamento de Deus, mas foram tentados a buscar a ajuda dos egípcios, por isso foram repreendidos pelo Senhor.

LEITURA DA SEMANA

SEGUNDA — Jr 17.1

O pecado de Judá

TERÇA — 1Pe 4.17

Deus vai julgar o seu povo

QUARTA — Is 31.1

O povo busca ajuda no Egito

QUINTA — Sl 118.9

É melhor confiar no Senhor

SEXTA — Sl 121.2

O meu socorro vem do Senhor

SÁBADO — Sl 118.14

O Senhor nos salva

OBJETIVOS

  • MOSTRAR o cenário em Judá quando Jeremias exerceu seu ministério;
  • EXPLICAR porque é maldito o homem que confia no homem;
  • CONSCIENTIZAR de que é melhor confiar no Senhor.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo veremos a respeito do profeta Jeremias, mostrando o quanto ele alertou o povo acerca do perigo de se abandonar ao Senhor e ceder à tentação de pedir a ajuda dos homens. Jeremias foi um dos mais sensíveis profetas do Antigo Testamento. Foi chamado e vocacionado pelo Senhor quando ainda era jovenzinho, a fim de realizar uma tarefa nada fácil pregar uma mensagem de arrependimento e condenação. Este abnegado servo de Deus, durante muitos anos, confrontou seu povo que pecava deliberadamente contra o Todo-Poderoso. Jeremias, a exemplo do Senhor Jesus, também foi um “homem de dores e experimentado nos trabalhos”.

O povo de Deus estava buscando os ídolos com entusiasmo, por isso a mensagem do profeta precisava ser contundente. Jeremias chamou a atenção dos israelitas para os pecados que vinham cometendo. Dia após dia, com muita coragem e ousadia, ele confrontava os israelitas a respeito das consequências de seus pecados a fim de que se arrependessem e voltassem, para Deus, mas o povo não escutava a exortação do profeta (Jr 25.3). O Senhor amava seu povo, por isso iria discipliná-lo. Só havia uma saída capaz de fazer com que Judá escapasse do juízo iminente, o arrependimento sincero. Todavia os israelitas não aceitaram a advertência do Senhor e seguiram o seu caminho, pagando o preço determinado por Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar aos alunos, de modo resumido, o ambiente da época, a mensagem principal de Jeremias e a importância de sua mensagem. Explique que Jeremias foi enviado como profeta para repreender Judá por sua rebelião.

TEXTO BÍBLICO

Jeremias 17.1-10.

1 — O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro, com ponta de diamante, gravado na tábua do seu coração e nos ângulos dos seus altares.

2 — Seus filhos se lembram dos seus altares, e dos seus bosques, e das árvores verdes, sobre os altos outeiros.

3 — Ó minha montanha no campo, a tua riqueza e todos os teus tesouros darei por presa, como também os teus altos por causa do pecado, em todos os teus termos!

4 — Assim, por ti mesmo te privarás da tua herança que te dei, e far-te-ei servir os teus inimigos, na terra que não conheces; porque o fogo que acendeste na minha ira arderá para sempre.

5 — Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!

6 — Porque será como a tamargueira no deserto e não sentirá quando vem o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.

7 — Bendito o varão que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR.

8 — Porque ele será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se afadiga nem deixa de dar fruto.

9 — Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?

10 — Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo, veremos que Jeremias, um dos profetas de Israel, exorta o povo mostrando o perigo de se abandonar o Senhor e ceder à tentação de pedir ajuda aos homens. Veremos que o povo de Israel tentou fugir do julgamento de Deus por seus pecados, imaginando que o que estava por vir era somente uma nação tentando subjugá-los. Mesmo o Altíssimo tendo-os advertido, eles seguiram o seu caminho, pagando o preço determinado pelo Senhor.

I. O CENÁRIO EM JUDÁ

1. Jeremias e seu ministério. Jeremias é conhecido como “o profeta chorão” (Jr 9.1), e essa designação não se dá por acaso. Ele viveu e profetizou nos últimos dias de Judá. Mesmo sendo chamado para o ministério profético ainda jovem, teve a maturidade e a ousadia de proclamar a Palavra de Deus para o seu povo, ainda que fosse malvisto e injustiçado. Ele chegou a ser levado ao Egito forçadamente, mas manteve a sua postura de obediência a Deus.

Sua profecia traz um tom moderado, atingido pelo pesar de quem viu o seu próprio povo em desobediência constante (Lm 1.8). Jeremias viu igualmente o julgamento de Deus chegando (Lm 2.2). Seu lamento se dá não apenas porque o seu povo não creu no que Deus dissera, mas também porque ele viu o julgamento divino acontecendo diante de si.

2. Deus adverte ao seu povo sobre o juízo. Nem sempre o que o Senhor diz tem um caráter agradável aos ouvidos humanos. Antes que os hebreus entrassem na Terra Prometida, Deus os havia advertido para que não seguissem os mesmos caminhos dos povos que estavam sendo desalojados de Canaã. Deus prometeu bênção e proteção se obedecessem, mas igualmente juízo se não andassem nos seus caminhos.

Sempre é bom ouvir a respeito das bênçãos de Deus, e elas são para os que o temem e o obedecem. Mas, para os que andam em desobediência, como esperar que Ele estenda a sua mão para abençoar não permitindo que as consequências dos atos do povo se materializassem nos julgamentos que Ele havia advertido séculos antes? Deus enviou os profetas para dizerem que o povo deveria se arrepender de seus pecados, mas eles não foram ouvidos. O próprio Senhor Jesus disse acerca da Cidade Santa, em seus dias: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados” (Lc 13.34).

3. A busca pela ajuda dos egípcios. Quando o povo de Deus se viu na iminência do julgamento divino, por meio dos babilônios, tentaram buscar ajuda com outras nações. Isaías comenta: “Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro e se estribam em cavalos! Têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos: e não atentam para o Santo de Israel, e não buscam ao SENHOR” (Is 31.1). Na ótica dos hebreus, o Egito era uma opção militar que certamente poderia fazer frente à Babilônia. Já que Deus se tornara um opositor, os hebreus buscariam ajuda nos homens.

E por que os hebreus resistiram à Babilônia? Eles não viam a investida babilônica como um julgamento de Deus, mas sim como uma interferência na soberania que possuíam como nação. O Reino vizinho, Israel, por causa de seus pecados, já havia sido subjugado pelos assírios. Faltava a Israel o seu devido castigo. E como retardar o que Deus já havia dito que faria? Tentando buscar ajuda nos povos vizinhos.

SUBSÍDIO I

Professor(a), inicie o tópico fazendo a seguinte indagação: Por que o povo de Deus diante do julgamento divino, por meio dos babilônios, tentaram buscar ajuda dos egípcios? “A transgressão irrestrita acaba levando a um estado de impudência (falta de vergonha) onde o indivíduo é incapaz de se importar. Isso agora pode ser visto em relação ao destino de Judá. Embora apanhado em seu pecado como um ladrão e envergonhado por causa de sua conduta, seus reis […] príncipes […] e os seus profetas continuaram praticando a prostituição espiritual. Eles dizem ao pedaço de madeira (uma árvore ou ídolo de madeira): Tu és meu pai; e à pedra (ídolo): Tu me geraste. Eles desdenhosamente viraram as costas para o Senhor a fim de fazerem o que bem lhes apraz; no entanto, quando aparece a dificuldade, sem o menor constrangimento voltam-se novamente para o Senhor e clamam por sua ajuda. Isso revela a completa irracionalidade do pecado, e Deus os repreende: Onde, pois, estão os teus deuses, que fizeste para ti? Que se levantem, se te podem livrar. Não havia falta desses deuses, porque cada cidade tinha pelo menos um deus. Quando o castigo continuava, eles se voltavam na sua miséria e reclamam contra Deus como se não tivessem cometido nenhum pecado, e tivessem todo direito de esperar sua ajuda. Apesar do fato de Deus permitir o sofrimento para afastá-los do seu pecado, eles não aprenderam da sua experiência. Eles não aceitaram a correção, mas mataram os verdadeiros profetas com a espada, na sua loucura em servir outros deuses. Deus novamente apela para a razão: Por que, pois, diz o meu povo: Desligamo-nos de ti; nunca mais a ti viremos? Essas pessoas tinham um espírito indisciplinado; elas não tinham consideração pelas leis de Deus ou dos homens. Imaturas e inconstantes como crianças, insistiam em vir a Deus somente quando lhes agradava.” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 4. Rio de Janeiro. CPAD, 2005. pp.268,269).

II. MALDITO O HOMEM QUE CONFIA NO HOMEM

1. Contando com a ajuda dos homens para fugir do que Deus determinou. Jeremias havia escrito uma carta para o povo, orientando-o a se sujeitar à Babilônia que já havia invadido Judá, obrigando-o a pagar impostos e oferecer reféns da casa real para serem levados cativos (entre esses reféns, encontram-se Daniel e seus amigos). Após três anos, o rei Jeoaquim decidiu se rebelar, mesmo tendo sido advertido pelas profecias de Jeremias. Então veio o segundo cativeiro de Judá, quando Nabucodonosor colocou Zedequias para governar. Zedequias, então, vai buscar apoio no Egito.

A sujeição à Babilônia deveria ser vista como uma sujeição à disciplina de Deus. Mas para um povo que não ouvia ao Senhor, também não perceberia que o julgamento deveria ser aceito por ter sido enviado pelo Juiz de toda a Terra.

2. Maldito o homem que confia no homem. Deus usa Jeremias e diz: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR” (Jr 17.5). Esse versículo é bem claro: maldito aquele que precisa passar pela disciplina de Deus, mas busca ajuda em recursos e capacidades humanas para fugir do julgamento divino. O Todo-Poderoso julgaria Israel de forma ainda mais grave, e o Egito seria derrotado também. Eles não seriam malditos somente por desobedecerem a Deus, mas por buscar auxílio em pessoas de carne e osso, contando com exércitos e carros de combate que seriam inócuos ao que Deus já havia determinado.

A palavra “maldito” traz a ideia de uma pessoa que foi alcançada por uma maldição. Em dias nos quais as pessoas só querem ouvir palavras de bênçãos e nenhuma reprimenda por seus pecados, “maldito” é uma palavra que fere os ouvidos, mas que espelha a realidade de como Deus enxerga o pecado.

3. Para se afastar do Senhor. Não bastava desobedecer ao Senhor e depositar sua confiança nos homens. Os israelitas ainda se afastaram de Deus. É curioso como as pessoas vivem de abismo em abismo, ou de glória em glória. Os habitantes de Judá deveriam aceitar o cativeiro como um ato da misericórdia divina, mas se distanciaram do Senhor. Eles não somente rejeitaram os mandamentos de Deus, mas também os seus juízos.

A ajuda humana sempre será bem-vinda quando há união entre os irmãos, e se essa união não estiver em desacordo com o que Deus determinou. Mas no caso dos hebreus, que já haviam perdido a proteção divina, aquela confiança não apenas ia contra o que o Todo-Poderoso havia determinado, mas acrescentava um juízo ainda maior.

Os homens podem ser auxiliadores uns dos outros, mas jamais podem substituir o lugar de Deus para ser a força de outras pessoas.

SUBSÍDIO II

Professor(a), leia juntamente com os alunos Jeremias 17.5. Em seguida explique que “dois tipos de pessoas são contrastados aqui: os que confiam nos homens e os que confiam no Senhor. Judá confiou em deuses falsos e em alianças poderosas com nações ímpias, não em Deus; deste modo tomou-se estéril, infrutífera. Em contraste, os que confiam no Senhor florescem como árvores plantadas junto a um rio (Sl 1). Em tempos de dificuldades, os que confiam em homens empobrecerão e ficarão fracos espiritualmente, não tendo forças para continuar. Mas aqueles que confiam no Senhor terão poder não apenas para suprir suas necessidades, mas também as de outras pessoas.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.978).

PROFESSOR(A), “nessa oração, Jeremias se dirigiu a Deus, designando-o por três nomes: fortaleza, força e refúgio. Estes nomes constituem uma representação da segurança e proteção e segurança de Deus. Cada nome nos faz vislumbrar como Jeremias experimentou a presença de Deus. Deixe o Senhor ser a sua fortaleza quando os inimigos vierem contra você, sua força quando se sentir fraco e seu refúgio quando precisar se abrigar” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro; CPAD, p.978).

III. É MELHOR CONFIAR NO SENHOR

1. O coração é enganoso. O interior do ser humano pode abrigar diversos pecados, e entre eles, o da rebeldia é um dos principais. Deus sonda os nossos corações, e conhece o nosso interior (Jr 17.10).

Jeremias nos alerta que nunca devemos confiar uns nos outros? Não. A advertência de Jeremias não é para que deixemos de confiar uns nos outros, mas sim quanto a confiar nos homens como nosso recurso, quando deveríamos confiarem Deus, e não nos afastarmos dEle.

2. Aquele que confia no Senhor. Da mesma forma que Deus considera maldito o que se afasta dEle e busca auxílio nos homens, como Israel buscou ajuda no Egito, Ele considera bendito aquele que confia nEle (Jr 17.7,8), e cuja esperança é o Senhor. Deus o compara a uma árvore que foi plantada junto a ribeiros de águas. Diferente dos processos naturais, em que uma planta nasce e se desenvolve em um determinado terreno, a árvore à qual Deus se refere não nasceu ali, mas foi colocada, plantada, para crescer e se desenvolver até dar frutos. Sua existência não é um acidente de percurso, uma obra do acaso, mas a concretização do plano de Deus.

3. O Senhor é juiz. Deus não deixaria de julgar o seu povo por causa de seus pecados, e o julgamento se concretizou quando a fortaleza de Jerusalém e o Templo do Senhor foram destruídos, e o povo levado cativo. O povo que antes usufruía do favor e da proteção do Altíssimo agora estava cativo na Babilônia. Somente após 70 anos os israelitas começariam a retornar para restaurar a Cidade Santa. A disciplina de Deus fez o seu efeito. Após o exílio, o povo de Deus retornou mais consciente de suas obrigações para com Deus.

SUBSÍDIO III

Professor(a), enfatize que “Deus esclarece por que pecamos: trata-se de nossa natureza. Nosso coração é inclinado ao pecado desde que nascemos. É fácil cair na rotina, esquecer-se e abandonar a Deus. Mas ainda podemos optar se queremos ou não continuar no pecado. Podemos ceder a uma tentação específica ou podemos pedir a Deus que nos ajude a resistir, quando ela vier.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.978).

CONCLUSÃO

Deus sempre nos adverte, por meio de sua Palavra, a respeito do que devemos e o que não devemos fazer, e mesmo quando permite que as consequências de nossos pecados nos atinjam, Ele espera que acatemos a sua disciplina e aprendamos com ela. Entretanto, quando rejeitamos a sua Palavra e os seus juízos, buscando apoio em homens mortais para nos afastarmos de Deus, caímos não apenas em tentação, mas também em um juízo ainda mais sério.

ESTANTE DO PROFESSOR

RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

HORA DA REVISÃO

1. Para quem Jeremias profetizou?

Para Judá.

2. A quem os israelitas procuraram para obter ajuda contra a Babilônia?

Eles procuraram ajuda dos egípcios.

3. Como Deus classifica quem se apoia no homem e se afasta dEle?

Deus classifica como maldito.

4. Segundo a lição, cite uma das consequências do pecado de Judá.

A fortaleza de Jerusalém e o Templo do Senhor foram destruídos.

5. Quanto tempo o povo levou para retornar do cativeiro?

Depois de 70 anos.

 

 

Fonte: Estudantes da Biblia

 

 

 

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