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Lição 13: A Cidade Celestial (Subsídios)

Comentário Exegético Leitura Bíblica em Classe – Apocalipse 21:9-14 e 22:1-5

Um Vislumbre da Glória Eterna! Imagine um lugar onde a luz do sol é substituída pelo brilho radiante de Deus, onde ruas de ouro puro se estendem sob seus pés e onde a vida eterna flui livremente como um rio cristalino. Esse lugar não é um sonho ou uma fantasia, mas a realidade prometida aos fiéis em Apocalipse 21 e 22: a Cidade Celestial.

Nesta lição, embarcaremos em uma jornada emocionante para desvendar os segredos dessa cidade gloriosa, explorando seus detalhes fascinantes e descobrindo as promessas eternas que ela oferece aos que creem em Jesus Cristo. Prepare-se para ter sua mente expandida, seu coração aquecido e sua fé fortalecida enquanto mergulhamos na beleza inimaginável da Cidade Celestial.

Textos base: Apocalipse 21:9-14 e 22:1-5.

Pontos chaves da lição:

  • A descrição detalhada da Cidade Celestial em Apocalipse 21
  • O significado simbólico dos elementos da cidade
  • As promessas eternas oferecidas aos que habitam a Cidade Celestial
  • A importância de viver uma vida digna de entrar na Cidade Celestial

Apocalipse 21:9 – “E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro.

Palavras-chave em grego:

  • ἦλθεν (ēlthen) – veio
  • δεῖξον (deixōn) – mostrar
  • νύμφην (nymphēn) – noiva

O verso Apocalipse 21:9 marca um momento crucial na narrativa apocalíptica de João. Após presenciar as terríveis pragas que desolaram a terra, o apóstolo é convidado por um dos sete anjos a contemplar uma visão grandiosa: a noiva, a esposa do Cordeiro. Essa visão representa a culminação do plano de redenção de Deus, oferecendo esperança e consolo em meio ao caos e à destruição.

Análise detalhada:

  • “E veio a mim um dos sete anjos”: A presença de um dos sete anjos, figuras celestiais de grande poder e autoridade, enfatiza a importância da revelação que está por vir.
  • “que tinham as sete taças cheias das últimas pragas”: A menção das taças com as pragas remete aos julgamentos divinos sobre o mal e a injustiça, preparando o cenário para a nova criação.
  • “e falou comigo, dizendo”: A comunicação direta com João reforça a natureza pessoal e transformadora da mensagem.
  • “Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro”: O convite para ver a noiva desperta a curiosidade e a expectativa do leitor. A noiva simboliza a igreja redimida, unida a Cristo em um relacionamento íntimo e eterno.

Imagens e símbolos:

  • Noiva: A noiva representa a igreja, o povo fiel que se uniu a Cristo em fé e amor. A metáfora nupcial evoca pureza, beleza, fidelidade e alegria.
  • Esposa do Cordeiro: A esposa identifica a igreja como a amada de Cristo, unida a ele em um vínculo indissolúvel de amor sacrificial.
  • Cordeiro: O Cordeiro é Jesus Cristo, que se sacrificou na cruz para redimir a humanidade. Sua figura central destaca o amor e a misericórdia de Deus.

Significado teológico: A visão da noiva prenuncia a nova criação, onde Deus habitará com o seu povo em perfeita harmonia. A igreja glorificada, livre do pecado e da morte, desfruta da comunhão eterna com Deus. Essa promessa oferece esperança e consolo aos crentes que enfrentam sofrimentos e perseguições no presente.

Referências bíblicas complementares:

  • Efésios 5:25-33: Descreve a igreja como a esposa de Cristo, unida a ele em um relacionamento puro e santo.
  • Apocalipse 19:6-9: Apresenta a noiva adornada para suas bodas com o Cordeiro, simbolizando a glória e a alegria da igreja redimida.
  • 2 Coríntios 11:2: Paulo se refere à igreja como a noiva pura e prometida a Cristo.

A visão da noiva, a esposa do Cordeiro, revela a beleza e a glória da igreja redimida, que desfrutará da comunhão eterna com Deus na nova criação. Essa promessa serve como fonte de consolo e encorajamento para os crentes que enfrentam desafios e perseguições no presente.


Apocalipse 21:10 – “E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, preparada como noiva adornada para o seu marido.

Palavras-chave em grego:

  • ὄρος (oros) – monte
  • ἁγίαν (hagiān) – santa
  • Ἱερουσαλήμ (Hierousalēm) – Jerusalém
  • καταβαῖνον (katabainon) – descendo
  • ἐκ τοῦ οὐρανοῦ (ek tou ouranou) – do céu
  • νύμφην (nymphēn) – noiva
  • κεκοσμημένην (kekosmēménēn) – adornada
  • τῷ ἀνδρί (tōi andri) – para o seu marido

Essa cidade santa simboliza a morada eterna de Deus com o seu povo redimido, representando a consumação do plano de redenção e a restauração da criação.

Análise detalhada:

  • “E levou-me em espírito a um grande e alto monte”: João é transportado em visão para um lugar elevado, de onde pode contemplar a cidade em toda a sua glória. O monte simboliza a perspectiva celestial, a partir da qual a nova Jerusalém pode ser vista em sua verdadeira magnitude.
  • “e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém”: A ênfase na santidade da cidade destaca sua natureza divina e separada do pecado e da impureza. Jerusalém, a capital espiritual do povo de Deus no Antigo Testamento, torna-se símbolo da nova era de justiça e paz.
  • “que descia do céu da parte de Deus”: A origem celestial da cidade enfatiza sua natureza transcendente e eterna. A nova Jerusalém não é uma construção humana, mas um dom de Deus para o seu povo.
  • “preparada como noiva adornada para o seu marido”: A metáfora da noiva adornada evoca beleza, alegria e expectativa. A cidade se prepara para receber o seu Senhor e Rei, Jesus Cristo, em um casamento eterno de amor e comunhão.

Imagens e símbolos:

  • Nova Jerusalém: A nova Jerusalém simboliza a morada eterna de Deus com o seu povo redimido, representando a consumação do plano de redenção e a restauração da criação.
  • Cidade santa: A santidade da cidade destaca sua natureza divina e separada do pecado e da impureza.
  • Noiva adornada: A metáfora da noiva adornada evoca beleza, alegria e expectativa, representando a preparação da cidade para receber o seu Senhor e Rei, Jesus Cristo.

Significado teológico: A descida da nova Jerusalém representa a culminação da história da salvação. Deus finalmente habita com o seu povo em um relacionamento perfeito e ininterrupto. A nova criação, livre do pecado e da morte, é um lugar de paz, justiça e alegria eterna.

Referências bíblicas complementares:

  • Isaías 60:19-22: Profetiza sobre uma Jerusalém gloriosa e radiante, iluminada pela glória de Deus.
  • Gálatas 4:26: Paulo compara a Jerusalém terrena à antiga aliança, enquanto a nova Jerusalém representa a nova aliança em Cristo.
  • Hebreus 11:10: Afirma que o povo de Deus busca uma cidade com fundamentos, cujo construtor e criador é Deus.

Essa visão serve como um lembrete de que os sofrimentos e desafios do presente são apenas temporários, e que a verdadeira glória e felicidade nos aguardam na nova criação. A nova Jerusalém simboliza a vitória final de Deus sobre o mal e a realização plena do seu plano de amor e redenção para a humanidade.

Apocalipse 21:11 – “E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe, como cristal resplandecente.

Palavras-chave em grego:

  • δόξα (doxa) – glória
  • φῶς (phōs) – luz
  • τίμιος (timios) – preciosa
  • ἴασπις (iaspis) – jaspe
  • κρύσταλλος (krystallos) – cristal

Essa descrição vívida transmite a grandiosidade e a magnificência da cidade celestial, que supera qualquer coisa que possamos imaginar neste mundo.

Análise detalhada:

  • “E tinha a glória de Deus”: A glória de Deus permeia e define a nova Jerusalém. Essa glória, que transcende a nossa compreensão humana, representa a santidade, o poder e a majestade de Deus.
  • “e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima”: A luz da cidade é comparada a pedras preciosas, como jaspe e cristal. Essas pedras simbolizam beleza, raridade e valor inigualável. A luz da nova Jerusalém não é apenas brilhante, mas também pura e radiante, refletindo a glória de Deus.
  • “como pedra de jaspe, como cristal resplandecente”: O jaspe e o cristal eram pedras preciosas valorizadas na antiguidade. O jaspe verde simbolizava vida, crescimento e prosperidade, enquanto o cristal representava pureza, clareza e sabedoria. A comparação da luz da cidade com essas pedras preciosas destaca sua beleza inigualável e seu valor inestimável.

Imagens e símbolos:

  • Glória de Deus: A glória de Deus representa a santidade, o poder e a majestade de Deus, que permeia e define a nova Jerusalém.
  • Luz: A luz simboliza a pureza, a santidade e a esperança da nova Jerusalém.
  • Pedras preciosas: O jaspe e o cristal representam beleza, raridade, valor inigualável e as qualidades celestiais da nova Jerusalém.

Significado teológico: A descrição da nova Jerusalém em Apocalipse 21:11 transmite a mensagem de que Deus está criando uma nova realidade, incomparavelmente mais bela e gloriosa do que qualquer coisa que já existiu. Essa cidade celestial representa a morada eterna de Deus com o seu povo redimido, um lugar de perfeita comunhão, paz e alegria.

Referências bíblicas complementares:

  • Êxodo 33:18-23: Moisés pede para ver a glória de Deus, e Deus revela sua bondade e misericórdia.
  • Apocalipse 22:5: A nova Jerusalém não precisa de sol ou lua, pois a glória de Deus a ilumina.
  • 1 Coríntios 15:51-54: Paulo fala sobre a transformação do corpo dos crentes na ressurreição, quando serão revestidos de incorruptibilidade e glória.

Essa visão serve como um lembrete de que Deus está preparando um lugar eterno para os seus filhos, um lugar de perfeita comunhão, paz e alegria, onde a luz da sua glória iluminará todas as coisas. A nova Jerusalém representa a esperança final da humanidade, um futuro glorioso e livre do pecado e da morte.


Apocalipse 21:12 – “E tinha um grande e alto muro, com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

Palavras-chave em grego:

  • τείχος (teichos) – muro
  • μέγα (mega) – grande
  • ὕψηλον (hypsēlon) – alto
  • πύλη (pylē) – porta
  • δώδεκα (dōdeka) – doze
  • ἄγγελος (angelos) – anjo
  • ὄνομα (onoma) – nome
  • ἐπὶ (epi) – sobre
  • αὐτῶν (autōn) – delas
  • φυλή (phylē) – tribo
  • υἱοί (huioi) – filhos
  • Ἰσραήλ (Israēl) – Israel

Adornada com doze portas e protegida por anjos. As portas, cada uma com o nome de uma das tribos de Israel, simbolizam a inclusão e a abertura da cidade celestial para todo o povo de Deus.

Análise detalhada:

  • “E tinha um grande e alto muro”: O muro alto e grandioso da nova Jerusalém oferece segurança e proteção aos seus habitantes. Ele simboliza a separação da cidade do pecado, da morte e do mal que permeiam o mundo exterior.
  • “com doze portas”: As doze portas representam a abertura e a acessibilidade da cidade celestial. Cada porta leva a um ângulo diferente da cidade, simbolizando a plenitude e a riqueza da vida na nova Jerusalém.
  • “e nas portas doze anjos”: Os doze anjos nas portas representam a proteção divina e a ordem perfeita da cidade. Eles garantem que apenas aqueles que foram convidados por Deus entrem na nova Jerusalém.
  • “e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel”: Os nomes das doze tribos de Israel nas portas simbolizam a inclusão de todo o povo de Deus na nova Jerusalém. Isso significa que não há mais distinções entre judeus e gentios, mas todos são igualmente amados e acolhidos por Deus.

Imagens e símbolos:

  • Muro: O muro simboliza a segurança, proteção e separação da nova Jerusalém do pecado e do mal.
  • Portas: As portas representam a abertura, acessibilidade, plenitude e riqueza da vida na nova Jerusalém.
  • Anjos: Os anjos representam a proteção divina e a ordem perfeita da cidade celestial.
  • Nomes das tribos: Os nomes das doze tribos de Israel simbolizam a inclusão de todo o povo de Deus na nova Jerusalém.

Significado teológico: A descrição da muralha e das portas da nova Jerusalém em Apocalipse 21:12 transmite a mensagem de que Deus está criando um lugar seguro e acolhedor para todos os seus filhos. A cidade celestial não é um lugar exclusivo para um grupo seleto, mas sim um lar para todos aqueles que se arrependeram de seus pecados e colocaram sua fé em Jesus Cristo.

Referências bíblicas complementares:

  • Gênesis 12:1-3: Deus promete a Abraão que seus descendentes se tornariam uma grande nação e que todas as famílias da terra seriam abençoadas por meio dele.
  • Efésios 2:11-22: Paulo fala sobre a união de judeus e gentios em Cristo, formando um novo povo e um novo templo do Espírito Santo.
  • Hebreus 11:10: O autor de Hebreus fala sobre a busca por uma cidade com fundamentos, cuja construtora e criadora é Deus.

A nova Jerusalém, com suas portas abertas e seus muros protetores, simboliza o amor de Deus por toda a humanidade. Essa visão serve como um lembrete de que Deus está preparando um lugar eterno para os seus filhos, um lugar onde todos serão acolhidos, amados e viverão em perfeita comunhão com Ele.


Apocalipse 21:13 – “Havia três portas ao oriente, três ao norte, três ao sul e três ao ocidente.

Palavras-chave em grego:

  • πύλη (pylē) – porta
  • τρία (tria) – três
  • ἀνατολή (anatolē) – oriente
  • ἄρκτος (arktos) – norte
  • νότος (notos) – sul
  • δύσις (dysis) – ocidente

O verso Apocalipse 21:13 descreve a disposição das doze portas da nova Jerusalém, com três portas voltadas para cada um dos pontos cardeais: oriente, norte, sul e oeste. Essa organização espacial simboliza a universalidade do reino de Deus e a sua abertura para pessoas de todas as nações e culturas.

Análise detalhada:

  • “Havia três portas ao oriente”: As três portas voltadas para o oriente simbolizam o início, a nova criação e a esperança de um futuro glorioso. O oriente era considerado na antiguidade como o lugar onde o sol nascia, representando novos começos e promessas.
  • “três ao norte”: As três portas voltadas para o norte simbolizam a estabilidade, a força e a resistência. O norte era associado à imutabilidade e à ordem divina.
  • “três ao sul”: As três portas voltadas para o sul simbolizam o calor, a vida e a prosperidade. O sul era considerado na antiguidade como a região mais fértil e próspera.
  • “e três ao ocidente”: As três portas voltadas para o ocidente simbolizam o fim, a consumação e a volta de Jesus Cristo. O ocidente era associado ao pôr do sol, representando o fim de um ciclo e a expectativa do retorno de Cristo.

Imagens e símbolos:

  • Portas: As portas simbolizam o acesso à nova Jerusalém, à presença de Deus e à vida eterna.
  • Pontos cardeais: Os pontos cardeais (oriente, norte, sul e oeste) representam a universalidade do reino de Deus e a sua abertura para pessoas de todas as nações e culturas.
  • Números: O número três na cultura judaica simboliza a perfeição, a santidade e a completude. A presença de três portas em cada direção reforça essa ideia de perfeição e completude.

Significado teológico: A disposição das doze portas da nova Jerusalém em Apocalipse 21:13 transmite a mensagem de que Deus está criando um reino universal, que acolhe pessoas de todas as origens e culturas. Essa visão serve como um lembrete de que o amor de Deus não tem fronteiras e que a sua salvação está disponível para todos que creem em Jesus Cristo.

Referências bíblicas complementares:

  • Isaías 56:3-7: O profeta Isaías fala sobre a inclusão de estrangeiros no reino de Deus.
  • Mateus 28:19: Jesus Cristo ordena aos seus discípulos que façam discípulos de todas as nações.
  • Apocalipse 5:9: O Cordeiro de Deus foi morto para redimir pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações.

A nova Jerusalém, com suas doze portas abertas para os quatro cantos da terra, simboliza o amor universal de Deus e a sua vontade de salvar toda a humanidade. Essa visão serve como um lembrete de que a mensagem do evangelho é para todos, e que Deus convida todas as pessoas a entrarem em seu reino de paz, justiça e alegria eterna.


Apocalipse 21:14 – “E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Palavras-chave em grego:

  • θεμέλιος (themelios) – fundamento
  • δώδεκα (dōdeka) – doze
  • ἀπόστολος (apostolos) – apóstolo
  • ἀρνίου (arníou) – do Cordeiro

O verso Apocalipse 21:14 apresenta uma descrição significativa dos doze fundamentos da muralha da nova Jerusalém. Nesses fundamentos, estão inscritos os nomes dos doze apóstolos de Jesus Cristo, simbolizando o papel fundamental que eles desempenharam na fundação da igreja e na propagação do evangelho.

Elementos importantes:

  • Doze fundamentos: O número doze na Bíblia tem grande simbolismo, frequentemente associado à plenitude, à perfeição e à ordem divina. No contexto da nova Jerusalém, os doze fundamentos representam a base sólida e inabalável sobre a qual a cidade celestial está construída.
  • Nomes dos doze apóstolos: A menção dos nomes dos doze apóstolos nos fundamentos da muralha destaca a importância do ensino e da liderança apostólica na formação da igreja primitiva. Os apóstolos, como escolhidos e enviados por Jesus Cristo, lançaram os alicerces da fé cristã e da mensagem do evangelho.
  • Apóstolos do Cordeiro: A expressão “apóstolos do Cordeiro” enfatiza a profunda conexão entre os apóstolos e Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que foi sacrificado para salvar a humanidade. Essa ligação simboliza a autoridade e a missão apostólica que receberam de Cristo para pregar o evangelho e edificar a igreja.

Significado teológico: A presença dos nomes dos doze apóstolos nos fundamentos da nova Jerusalém em Apocalipse 21:14 transmite diversas mensagens importantes:

  • Fundamento da igreja: Os apóstolos, como primeiros seguidores de Jesus e testemunhas de sua ressurreição, foram instrumentos essenciais na construção da igreja primitiva. Seus ensinamentos, escritos e liderança estabeleceram os princípios básicos da fé cristã e da comunidade cristã.
  • Autoridade apostólica: A menção dos nomes nos fundamentos reconhece a autoridade apostólica dos doze, que receberam de Cristo o poder de ensinar, pregar e liderar a igreja. Essa autoridade apostólica garante a autenticidade da mensagem do evangelho e a continuidade da missão de Cristo na terra.
  • Conexão com Cristo: A expressão “apóstolos do Cordeiro” sublinha a profunda ligação entre os apóstolos e Jesus Cristo, o centro da fé cristã. Essa conexão simboliza a fidelidade dos apóstolos aos ensinamentos de Cristo e a sua dedicação à propagação do evangelho.

Referências bíblicas:

  • Mateus 10:1-4: Jesus escolhe os doze apóstolos e lhes dá autoridade para pregar, curar e expulsar demônios.
  • Efésios 2:20: Paulo compara a igreja a um edifício construído sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Jesus Cristo a pedra fundamental.
  • Apocalipse 18:20: Os doze fundamentos da nova Jerusalém são descritos como adornados com pedras preciosas, simbolizando a glória e a importância dos apóstolos.

Ao destacar os doze apóstolos como fundamentos da nova Jerusalém, o texto reconhece a importância fundamental da igreja primitiva na história da salvação e na propagação da fé cristã. A presença dos nomes dos apóstolos nos lembra da autoridade apostólica, da fidelidade a Jesus Cristo e da importância da comunidade cristã na construção do reino de Deus.


Apocalipse 22:1 – “E mostrou-me um rio de água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

Palavras-chave em grego:

  • ποταμός (potamós) – rio
  • ὕδωρ (hýdōr) – água
  • ζωῆς (zōēs) – da vida
  • λαμπρός (lamprós) – claro
  • ὡς (hōs) – como
  • κρύσταλλος (krystallos) – cristal
  • ἐκπορευόμενος (ekporeuómenos) – procedente
  • θρόνος (thrónos) – trono
  • θεοῦ (theoû) – de Deus
  • καὶ (kai) – e
  • ἀρνίου (arníou) – do Cordeiro

Um rio de água da vida, claro como cristal, que flui do trono de Deus e do Cordeiro. Essa visão representa a vida eterna, a abundância de bênçãos e a comunhão perfeita com Deus que serão desfrutadas pelos redimidos na nova criação.

Elementos importantes:

  • Rio de água da vida: A metáfora do rio evoca a ideia de movimento contínuo, abundância e vitalidade. A água, elemento essencial para a vida na terra, simboliza aqui a vida eterna, a fonte de toda a existência e felicidade no reino de Deus.
  • Claro como cristal: A pureza e a clareza do rio representam a santidade e a perfeição da vida na nova criação. O cristal, uma pedra preciosa transparente, simboliza a pureza divina, a luz e a glória que permeiam a nova Jerusalém.
  • Procedente do trono de Deus e do Cordeiro: A origem do rio no trono de Deus e do Cordeiro enfatiza a centralidade de Deus e de Jesus Cristo na nova criação. O trono simboliza a autoridade, o poder e a majestade de Deus, enquanto o Cordeiro representa o sacrifício de Jesus Cristo e sua vitória sobre a morte. Essa conexão com Deus e com Cristo revela a fonte da vida eterna e da felicidade plena.

Significado teológico: A visão do rio de água da vida em Apocalipse 22:1 transmite diversas mensagens importantes:

  • Vida eterna: O rio simboliza a vida eterna, um dom gratuito de Deus para aqueles que creem em Jesus Cristo. Essa vida eterna é livre do pecado, da morte e do sofrimento, e oferece plenitude de alegria, paz e comunhão com Deus.
  • Abundância de bênçãos: A abundância de água no rio representa a riqueza das bênçãos que Deus derramará sobre os redimidos na nova criação. Essa abundância inclui vida espiritual plena, conhecimento perfeito, sabedoria divina, amor incondicional e comunhão perfeita com Deus e com os demais.
  • Comunhão com Deus: O rio que flui do trono de Deus e do Cordeiro simboliza a comunhão íntima e constante que os redimidos terão com Deus e com Jesus Cristo na nova criação. Essa comunhão representa a realização do propósito original de Deus para a humanidade: um relacionamento perfeito de amor, adoração e obediência.

Referências bíblicas complementares:

  • Gênesis 2:10-14: O rio que fluía do jardim do Éden simbolizava a vida e as bênçãos de Deus no paraíso.
  • João 4:10-14: Jesus oferece à mulher samaritana a “água viva”, que simboliza a vida eterna e a comunhão com Deus.
  • Apocalipse 7:17: Deus enxuga as lágrimas dos seus servos e os guia para fontes de água viva na nova criação.

O rio de água da vida simboliza a vida eterna, a abundância de bênçãos e a comunhão perfeita com Deus que serão desfrutadas na nova criação. Essa visão serve como um lembrete de que Deus, em seu amor infinito, preparou um lugar eterno de felicidade e plenitude para aqueles que o amam e o obedecem.


Apocalipse 22:2 – “No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.

Palavras-chave em grego:

  • μέσος (mesos) – meio
  • πλατεία (plateia) – praça
  • ἐν (en) – em
  • ἑκάτερα (hekatera) – de um e de outro lado
  • ποταμός (potamós) – rio
  • ξύλον (xylon) – árvore
  • ζωῆς (zōēs) – da vida
  • καρπός (karpos) – fruto
  • φέρειν (pherein) – produzir
  • μήν (mēn) – mês
  • φύλλον (phyllon) – folha
  • ἴασις (iasis) – cura
  • ἐθνῶν (ethnōn) – das nações

Localizada no centro da praça da cidade, com seus frutos mensais e folhas curativas, a árvore da vida simboliza a vida eterna, a provisão abundante de Deus e a restauração completa da humanidade.

Elementos importantes:

  • No meio da sua praça: A posição central da árvore da vida na praça da cidade destaca sua importância e relevância na nova Jerusalém. Ela representa um ponto de encontro, um símbolo de comunhão e um lembrete constante da vida abundante que Deus oferece aos seus redimidos.
  • De um e de outro lado do rio: A presença da árvore em ambos os lados do rio de água da vida (Apocalipse 22:1) enfatiza a acessibilidade da vida eterna e da cura divina para todos os redimidos. Não importa qual lado da cidade eles estejam, todos terão acesso à árvore da vida e seus benefícios.
  • Árvore da vida: A árvore da vida remonta ao Jardim do Éden (Gênesis 2:9), simbolizando a comunhão perfeita com Deus e a vida eterna que foram perdidos com a desobediência de Adão e Eva. Na nova Jerusalém, a árvore da vida representa a restauração dessa comunhão e a vida eterna sem pecado e morte.
  • Doze frutos, dando seu fruto de mês em mês: A produção constante de doze frutos ao longo do ano simboliza a abundância da vida eterna e das bênçãos de Deus. Os doze frutos podem representar os doze meses do ano, as doze tribos de Israel ou as doze virtudes do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23).
  • Folhas da árvore são para a cura das nações: As folhas da árvore da vida possuem propriedades curativas, simbolizando a restauração completa da saúde física e espiritual dos redimidos. Na nova Jerusalém, não haverá mais doenças, sofrimento ou morte, apenas saúde perfeita e vida eterna.

Significado teológico: A presença da árvore da vida na nova Jerusalém em Apocalipse 22:2 transmite diversas mensagens importantes:

  • Vida eterna: A árvore da vida representa a vida eterna que Deus oferece aos seus redimidos. Essa vida é livre do pecado, da morte e do sofrimento, e oferece plenitude de alegria, paz e comunhão com Deus.
  • Provisão abundante: Os doze frutos da árvore, produzidos mensalmente, simbolizam a provisão abundante de Deus para as necessidades dos seus filhos. Ele supre todas as necessidades físicas, emocionais e espirituais daqueles que o amam e o obedecem.
  • Restauração completa: As folhas curativas da árvore da vida representam a restauração completa da humanidade. Na nova Jerusalém, não haverá mais doenças, enfermidades ou sofrimento, apenas saúde perfeita e vida eterna.
  • Comunhão com Deus: A localização central da árvore da vida na praça da cidade e sua presença em ambos os lados do rio enfatizam a importância da comunhão com Deus na nova Jerusalém. Essa comunhão é a fonte de toda a alegria, paz e felicidade que os redimidos desfrutam.

Referências bíblicas complementares:

  • Gênesis 2:9, 3:22: A árvore da vida no Jardim do Éden e a proibição de Adão e Eva de comê-la.
  • Provérbios 3:18: A sabedoria é comparada a uma árvore da vida, que oferece vida e saúde para aqueles que a abraçam.
  • Apocalipse 2:7: Aquele que vencer comerá da árvore da vida, simbolizando a participação na vida eterna que Deus oferece.

A árvore da vida, com seus frutos abundantes e folhas curativas, simboliza a restauração completa, a provisão abundante e a vida eterna que Deus oferece aos seus redimidos. Essa visão serve como um lembrete do destino final glorioso que aguarda aqueles que creem em Jesus Cristo e buscam viver de acordo com a sua vontade.


Apocalipse 22:3 – “E não haverá mais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.

Palavras-chave em grego:

  • κατάθεμα (katathema) – maldição
  • ἔτι (eti) – mais
  • ἔσται (estai) – haverá
  • ἐν (en) – nela
  • θρόνος (thronos) – trono
  • θεοῦ (theoû) – de Deus
  • καὶ (kai) – e
  • ἀρνίου (arníou) – do Cordeiro
  • οἱ (hoi) – os
  • δοῦλοι (douloi) – servos
  • αὐτῶν (autōn) – deles

A ausência de maldição e a presença do trono de Deus e do Cordeiro. Essas imagens simbolizam a perfeição, a justiça e a paz eterna que reinarão na nova criação.

Elementos importantes:

  • Não haverá mais maldição: A maldição, consequência do pecado de Adão e Eva (Gênesis 3:14-19), representa a separação de Deus, o sofrimento e a morte. Na nova Jerusalém, essa maldição será completamente removida, pois o pecado e suas consequências não terão mais lugar.
  • Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro: A presença do trono de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém simboliza a centralidade e a autoridade divina na nova criação. Deus, em sua majestade e poder infinito, e Jesus Cristo, o Cordeiro que foi sacrificado para salvar a humanidade, reinarão juntos em perfeita harmonia e justiça.
  • Os seus servos o servirão: Os servos de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém representam todos aqueles que foram redimidos pelo sacrifício de Jesus e que vivem em obediência à sua vontade. Servir a Deus e ao Cordeiro na nova criação significa adorá-los, louvá-los, obedecê-los e viver em comunhão perfeita com eles.

Significado teológico: A ausência de maldição e a presença do trono de Deus e do Cordeiro em Apocalipse 22:3 transmitem diversas mensagens importantes:

  • Perfeição e santidade: A nova Jerusalém será um lugar perfeito e santo, livre do pecado, da maldade e da morte. Essa perfeição é resultado da redenção de Deus em Jesus Cristo e da restauração da comunhão entre Deus e a humanidade.
  • Justiça e paz eternas: O governo de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém garantirá justiça perfeita e paz eterna para todos os seus habitantes. Não haverá mais conflitos, violência ou opressão, apenas paz, harmonia e justiça divina.
  • Comunhão com Deus: A presença do trono de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém significa que Deus estará em comunhão constante com seus servos. Essa comunhão representa a realização do propósito original de Deus para a humanidade: um relacionamento perfeito de amor, adoração e obediência.
  • Adoração e serviço: Os servos de Deus e do Cordeiro na nova criação terão a oportunidade de adorá-los e servi-los de maneira plena e perfeita. Essa adoração e serviço expressarão sua gratidão pelo amor, pela graça e pela redenção de Deus.

Referências bíblicas complementares:

  • Isaías 25:8: Deus “envolverá a morte para sempre” e “tirará para sempre da face da terra o opróbrio do seu povo”.
  • Apocalipse 21:4: Deus “enxugará toda lágrima dos seus olhos; não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem dor; as primeiras coisas passaram”.
  • Apocalippe 21:23: A nova Jerusalém não precisa de sol ou lua, pois “a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada”.

A ausência de maldição e a presença do trono de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém garantem um lugar de perfeição, justiça, paz eterna e comunhão perfeita com Deus. Essa visão serve como um lembrete do poder transformador do sacrifício de Jesus Cristo e da nova realidade que aguarda aqueles que creem nele.


Apocalipse 22:4 – “E verão a sua face, e nas suas testas estará o seu nome.

Palavras-chave em grego:

  • καὶ (kai) – e
  • ὄψονται (opsōntai) – verão
  • πρόσωπον (prósōpon) – face
  • αὐτοῦ (autou) – dele
  • καὶ (kai) – e
  • ἐπὶ (epi) – nas
  • μετώπων (metōpōn) – testas
  • αὐτῶν (autōn) – deles
  • ἔσται (estai) – estará
  • ὄνομα (onoma) – nome
  • αὐτοῦ (autou) – dele

Os redimidos na nova Jerusalém verão a face de Deus e terão seu nome em suas testas. Essa visão representa a comunhão íntima, o conhecimento perfeito e a identificação profunda com Deus que os redimidos desfrutarão na nova criação.

Elementos importantes:

  • Verão a sua face: Ver a face de Deus significa ter comunhão íntima e profunda com ele. Essa visão era proibida no Antigo Testamento (Êxodo 33:20), pois ninguém podia ver a face de Deus e viver. No entanto, na nova criação, essa visão será possível, simbolizando a restauração completa do relacionamento entre Deus e a humanidade.
  • Nas suas testas estará o seu nome: Ter o nome de Deus na testa simboliza a identificação profunda com ele. O nome de Deus representa sua natureza, seu caráter e sua autoridade. Na nova Jerusalém, os redimidos terão o nome de Deus em suas testas como um sinal de que pertencem a ele, que são seus filhos e que vivem em perfeita harmonia com sua vontade.
  • Nome de Deus: O nome de Deus em Apocalipse 22:4 provavelmente se refere ao nome completo “YHWH“, que significa “Eu Sou“. Esse nome revela a eternidade, a imutabilidade e a autossuficiência de Deus. Ter esse nome na testa significa estar em comunhão com o Deus que é “Eu Sou“, o único Deus verdadeiro e eterno.

Significado teológico: A visão de ver a face de Deus e ter seu nome na testa em Apocalipse 22:4 transmite diversas mensagens importantes:

  • Comunhão íntima com Deus: Na nova Jerusalém, os redimidos terão comunhão perfeita com Deus. Essa comunhão vai além da adoração e da oração, e envolve conhecer a Deus de forma profunda e íntima, como se estivessem olhando para sua face.
  • Conhecimento perfeito de Deus: Ter o nome de Deus na testa significa conhecer sua natureza, sua vontade e seus planos de forma completa e perfeita. Esse conhecimento os capacitará para viver em perfeita harmonia com Deus e para cumprir sua vontade em todas as áreas da vida.
  • Identificação com Deus: Os redimidos na nova Jerusalém serão identificados como filhos de Deus, pertencentes a ele e vivendo sob sua autoridade e amor. Essa identificação os tornará participantes da glória e da santidade de Deus.
  • Transformação à imagem de Deus: Ver a face de Deus e ter seu nome na testa simboliza a transformação dos redimidos à imagem de Deus. Essa transformação, iniciada na conversão, será completada na nova criação, quando os redimidos serão perfeitos em santidade e refletirão a glória de Deus em suas vidas.

Referências bíblicas complementares:

  • Êxodo 33:20: Moisés não pode ver a face de Deus, mas Deus lhe mostrará suas costas.
  • 2 Coríntios 3:18: Os crentes são transformados à imagem de Cristo de glória em glória, à medida que contemplam a face do Senhor.
  • Filipenses 2:9-11: Jesus Cristo, sendo Deus, se humilhou e se tornou obediente até à morte, e por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todos os nomes.
  • Apocalipse 3:12: O vencedor terá o nome do novo Jerusalém escrito na sua testa, que é o nome de Deus e do Cordeiro.

Ver a face de Deus e ter seu nome na testa simbolizam a comunhão íntima, o conhecimento perfeito e a identificação profunda com Deus. Essa visão serve como um lembrete do destino final que aguarda aqueles que creem em Jesus Cristo e buscam viver de acordo com a sua vontade.


Apocalipse 22:5 – “E não haverá mais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.

Palavras-chave em grego:

  • οὐκέτι (oukéti) – não mais
  • κατάθεμα (katathema) – maldição
  • ἐν (en) – nela
  • ἔσται (estai) – estará
  • θρόνος (thronos) – trono
  • θεοῦ (theoû) – de Deus
  • καὶ (kai) – e
  • ἀρνίου (arníou) – do Cordeiro
  • οἱ (hoi) – os
  • δοῦλοι (douloi) – servos
  • αὐτῶν (autōn) – deles

O verso Apocalipse 22:5 apresenta duas realidades fundamentais da nova Jerusalém: a ausência da maldição e a presença do trono de Deus e do Cordeiro. Essas imagens simbolizam a perfeição, a justiça e a paz eterna que reinarão na nova criação.

1. A Ausência da Maldição:

  • οὐκέτι κατάθεμα (oukéti katathema): “não haverá mais maldição”. A maldição, consequência do pecado de Adão e Eva (Gênesis 3:14-19), representa a separação de Deus, o sofrimento e a morte. Na nova Jerusalém, essa maldição será completamente removida, pois o pecado e suas consequências não terão mais lugar.
  • Referências bíblicas:
  • Gênesis 3:14-19
  • Romanos 5:12-21
  • Gálatas 3:13-14

2. A Presença do Trono de Deus e do Cordeiro:

  • ἐν αὐτῇ ἔσται θρόνος θεοῦ καὶ ἀρνίου (en autē estai thronos theoû kai arníou): “nela estará o trono de Deus e do Cordeiro”. A presença do trono de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém simboliza a centralidade e a autoridade divina na nova criação. Deus, em sua majestade e poder infinito, e Jesus Cristo, o Cordeiro que foi sacrificado para salvar a humanidade, reinarão juntos em perfeita harmonia e justiça.
  • Referências bíblicas:
  • Isaías 66:1
  • Hebreus 1:8-14
  • Apocalipse 5:1-14

3. O Serviço dos Servos de Deus e do Cordeiro:

  • οἱ δοῦλοι αὐτῶν λατρεύσουσιν αὐτοῖς (hoi douloi autōn latreusousin autois): “os seus servos o servirão”. Os servos de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém representam todos aqueles que foram redimidos pelo sacrifício de Jesus e que vivem em obediência à sua vontade. Servir a Deus e ao Cordeiro na nova criação significa adorá-los, louvá-los, obedecê-los e viver em comunhão perfeita com eles.
  • Referências bíblicas:
  • Mateus 6:24
  • Filipenses 2:5-11
  • Apocalipse 7:9-17

Significado teológico: A ausência da maldição e a presença do trono de Deus e do Cordeiro em Apocalipse 22:5 transmitem diversas mensagens importantes:

  • Perfeição e santidade: A nova Jerusalém será um lugar perfeito e santo, livre do pecado, da maldade e da morte. Essa perfeição é resultado da redenção de Deus em Jesus Cristo e da restauração da comunhão entre Deus e a humanidade.
  • Justiça e paz eternas: O governo de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém garantirá justiça perfeita e paz eterna para todos os seus habitantes. Não haverá mais conflitos, violência ou opressão, apenas paz, harmonia e justiça divina.
  • Comunhão com Deus: A presença do trono de Deus e do Cordeiro na nova Jerusalém significa que Deus estará em comunhão constante com seus servos. Essa comunhão representa a realização do propósito original de Deus para a humanidade: um relacionamento perfeito de amor, adoração e obediência.
  • Considerações adicionais:
  • O termo “douloi” (servos) em Apocalipse 22:5 não deve ser entendido como servidão forçada, mas como um serviço de amor e adoração. Os redimidos na nova Jerusalém servirão a Deus e ao Cordeiro com alegria e gratidão, pois experimentarão a plenitude da vida e do amor divino.
  • A imagem do trono de Deus e do Cordeiro também sugere a continuidade do plano de redenção. Mesmo na nova criação, Deus continuará a ser Deus e Jesus Cristo continuará a ser o Cordeiro que foi morto por nossos pecados. No entanto, o contexto da nova Jerusalém transforma o significado do sacrifício de Cristo de um ato de redenção em um símbolo eterno do amor de Deus pela humanidade.

A ausência da maldição e a presença do trono de Deus e do Cordeiro simbolizam a perfeição, a justiça e a paz que aguardam os redimidos. Este verso serve como um lembrete do poder transformador do sacrifício de Jesus Cristo e da nova realidade que espera aqueles que creem nele.


A Cidade Celestial: Uma Esperança Viva e Real
Ao concluirmos nossa jornada neste trimestre estudando sobre a Cidade Celestial, nossos corações se transbordam de esperança e alegria. As imagens vívidas e os detalhes fascinantes do Apocalipse 21 e 22 nos proporcionaram um vislumbre da glória eterna que nos espera.

Mais do que uma descrição de um lugar físico, a Cidade Celestial representa a presença perfeita de Deus, a comunhão eterna com Ele e a realização de todos os nossos desejos mais profundos. É um lugar onde a dor, o sofrimento e a morte não existem, onde a paz e a justiça reinam supremas e onde o amor de Deus transborda em cada canto.

Mas a Cidade Celestial não é apenas um destino futuro distante. Ela é uma realidade presente que se manifesta na vida dos fiéis que vivem em comunhão com Deus. A cada dia, podemos experimentar um pouco da glória celestial enquanto caminhamos em fé, obediência e amor.

Para entrar na Cidade Celestial, não é necessário realizar grandes feitos ou acumular riquezas materiais. A única chave para a entrada é a fé em Jesus Cristo e a vida transformada pelo Seu amor. Ao entregarmos nossas vidas a Ele e buscarmos viver de acordo com Sua vontade, nos tornamos cidadãos da Cidade Celestial, mesmo que ainda estejamos neste mundo.

A promessa da Cidade Celestial não é apenas um consolo para os momentos difíceis, mas também um incentivo para vivermos com propósito e significado. Sabendo que temos um lar eterno à espera, podemos enfrentar os desafios da vida com coragem, esperança e fé inabalável.

Então, que a visão da Cidade Celestial inspire nossas vidas, que seus valores guiem nossas ações e que sua promessa nos dê força para perseverar em nossa fé. Que a cada dia nos aproximemos mais do nosso lar eterno, onde a glória de Deus brilhará eternamente sobre nós.

 

Saiba mais em Gospel Trends
Autor: Costa, Silvio

 

 

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