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Lição 3: O despertamentamento renova o altar

Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

Título: Os princípios divinos em tempos de crise — A reconstrução de Jerusalém e o avivamento espiritual como exemplos para os nossos dias

Comentarista: Eurico Bergstén

Data: 19 de Julho de 2020

VÍDEO DE APOIO

Roteiro do vídeo — Lição 3.

TEXTO ÁUREO

Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do SENHOR, que estava quebrado” (1Rs 18.30).

VERDADE PRÁTICA

Satanás jamais derrotará o crente cujo altar é constantemente renovado pelo Espírito.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Gn 8.20

O altar na vida de Noé

Terça — Gn 22.9

O altar na vida de Abraão

Quarta — Js 8.30

O altar na vida de Josué

Quinta — Jz 6.25-27

O altar na vida de Gideão

Sexta — 1Cr 21.26

O altar na vida de Davi

Sábado — Hb 13.10-15

O altar na vida da Igreja

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Esdras 3.2-5,10-13.

2 — E levantou-se Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na Lei de Moisés, o homem de Deus.

3 — E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras; e ofereceram sobre ele holocaustos ao SENHOR, holocaustos de manhã e de tarde.

4 — E celebraram a Festa dos Tabernáculos, como está escrito, e ofereceram holocaustos de dia em dia, por ordem, conforme o rito, cada coisa no seu dia;

5 — e, depois disso, o holocausto contínuo e os das luas novas e de todas as solenidades consagradas ao SENHOR, como também de qualquer que oferecia oferta voluntária ao SENHOR.

10 — Quando, pois, os edificadores lançaram os alicerces do templo do SENHOR, então, apresentaram-se os sacerdotes, já paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com saltérios, para louvarem ao SENHOR, conforme a instituição de Davi, rei de Israel.

11 — E cantavam a revezes, louvando e celebrando ao SENHOR, porque é bom; porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com grande júbilo, quando louvou o SENHOR, pela fundação da Casa do SENHOR.

12 — Porém muitos dos sacerdotes, e levitas, e chefes dos pais, já velhos, que viram a primeira casa sobre o seu fundamento, vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes; mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria.

13 — De maneira que não discernia o povo as vozes de alegria das vozes do choro do povo; porque o povo jubilava com tão grande júbilo, que as vozes se ouviam de mui longe.

HINOS SUGERIDOS

17, 107 e 147 da Harpa Cristã.

OBJETIVO GERAL

Identificar o que caracteriza o verdadeiro despertamento espiritual.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

  • I. Elucidar aos alunos o significado do altar para o Antigo Pacto;
  • II. Entender que Cristo é o centro da nossa comunhão com Deus;
  • III. Comprovar que nem todos os despertamentos de hoje têm as características mencionadas de um verdadeiro despertamento.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A reconquista da terra de Israel não foi tarefa fácil. Além da incompreensão dos povos vizinhos, os líderes judaicos enfrentaram a descrença do povo. Como agir numa hora tão difícil? Confiando nas providências de Deus, erguem-lhe um altar e oferecem-lhe sacrifícios de acordo com o que prescreve a Lei de Moisés. Dessa forma, mostram aos adversários que o Senhor ainda luta pelo seu povo. Por que temer?

Às vezes, encontramo-nos nas mesmas condições. Há dificuldades por todos os lados, avizinham-se tribulações e as angústias estão sempre presentes. No entanto, quando erguemos o nosso altar, o Senhor começa a operar em nosso meio.

É hora de levantar o altar!

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta lição iremos meditar sobre um fato que caracteriza o verdadeiro despertamento. Trata-se da necessidade que os homens passam a sentir de se chegarem mais perto do altar de Deus, a fim de estarem cada vez mais perto de Deus.

PONTO CENTRAL

Cristo é o centro da nossa comunhão com Deus.

I. O DESPERTAMENTO CONDUZ O HOMEM AO ALTAR

1. Os judeus sentiam a necessidade do acesso a Deus que o altar lhes proporcionava. O propósito que traziam no coração, ao retornarem do cativeiro, precisava ser muito firme, porque estavam rodeados de inimigos cruéis. A Bíblia diz: “O terror estava sobre eles por causa dos povos da terra” (Ed 3.3). Por isso mesmo, o povo sentia que precisava do acesso a Deus, através do altar. “Este será o holocausto contínuo… perante o Senhor, onde vos encontrarei, para falar contigo ali” (Êx 29.43). Os judeus agora almejavam estas bênçãos através do altar.

2. Todos os despertamentos genuínos começam com a restauração do altar. Temos, na Bíblia, vários exemplos disto. Vejamos:

a. No tempo do profeta Elias, nos dias do rei Acabe. Ver o texto em 1Rs 18.16-40. No confronto com os profetas de Baal, a primeira coisa que Elias fez foi reparar o altar que estava quebrado (1Rs 18.30). Depois sacrificou sobre ele, e orou a Deus. O fogo desceu e o povo exclamou: “Só o Senhor é Deus, só o Senhor é Deus!”. O despertamento decorreu do conserto do altar.

b. Quando o piedoso rei Ezequias assumiu o trono de Judá, já no primeiro ano do seu reinado ele abriu as portas da casa do Senhor e as reparou (2Cr 29.3). Mandou purificar o templo, tirar fora toda a imundícia, purificar o altar do holocausto que havia sido substituído no reinado de seu antecessor, Acaz, por um altar construído com modelo copiado de Damasco (2Rs 16.10-12). Quando então os sacerdotes sacrificaram sobre o altar santificado, começou um novo cântico na casa de Deus (2Cr 29.27-28). O despertamento levou à separação do altar.

c. Quando os judeus voltaram do cativeiro, construíram o altar sobre as suas antigas bases, do modo como manda a lei (Ed 3.3) e sacrificaram holocaustos ao Senhor. A alegria foi grande entre os judeus, pois podiam de novo sacrificar a Deus, e celebrar a festa dos tabernáculos. O culto a Deus havia recomeçado (Ed 3.4,5).

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Todos os despertamentos genuínos começam com a restauração do altar, por isso os judeus sentiam a necessidade de ter acesso a Deus através de um altar restaurado.

SUBSÍDIO CULTURAL

O que é o altar? “Do hebraico ‘ mizbeach ’: ‘ sulhan ’; e do grego ‘ thysiasterion ’ (de ‘ thysia ’, sacrifício); e ainda do latim ‘ altare altaria ’ (semelhante a ‘ adoleo ’ queimar). Quase todas as pessoas dessa geração têm um conceito errado do verdadeiro altar no sentido genérico e prático que motivou sua existência. Todos julgam, geralmente, que um altar genuíno é a parte de um templo, de uma catedral, de uma mesquita ou de uma sinagoga, reservada exclusivamente aos pastores, aos sacerdotes ou aos rabinos. Muitos, sem dúvida, vão surpreender-se quando lhes mostrarmos como a Bíblia define o significado do altar verdadeiro e sua função.

O altar, de acordo com as Escrituras, era um lugar construído para nele se oferecerem sacrifícios e holocaustos de animais. Era um testemunho perpétuo, um favor; sentia-se nele a manifestação divina, significava a presença de Deus, santificava as ofertas, e era o lugar onde se realizava a comunhão dos fiéis com o Senhor. Por tais razões o altar era respeitado” (CONDE, Emílio. Tesouro de Conhecimentos Bíblicos. 2ª Edição. RJ: CPAD, 1983, pp.45-46).

II. CRISTO, O CENTRO DA NOSSA COMUNHÃO COM DEUS

No tempo do Antigo Testamento o altar era o ponto central do culto a Deus. No tempo do Novo Testamento, o sacrifício de Jesus no Gólgota é o grande acontecimento para o qual o altar apontava profeticamente. Paulo escreveu a igreja em Corinto: “Primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras” (1Co 15.3). Escreveu ainda: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2). “Todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17). “Para que em tudo (Jesus) tenha a preeminência” (Cl 1.18). “Para vós, os que credes, é preciosa […] a pedra principal da esquina” (1Pe 2.7). Tudo isto porque Jesus, pela sua morte expiatória, ganhou a redenção para todo o mundo (Ef 1.7; 2.13-16; Rm 3.23-25; 5.9,10; 1Pe 1.18,19).

1. Toda a Trindade atuou ativamente na morte expiatória de Jesus:

a. O PAI CELESTIAL. Antes da fundação do mundo o Paí planejou a obra redentora, com o sacrifício de seu Filho (Ef 3.6-9). Na consumação dos séculos enviou o seu Filho (Gl 4.4; Jo 3.16). O Pai participou diretamente do drama do Gólgota (2Co 5.19).

b. CRISTO, O FILHO DE DEUS. Entregou-se a si mesmo em oferta e sacrifício (Ef 5.2; Hb 9.14). Ele levou nossos pecados sobre o madeiro (1Pe 2.24) e padeceu para levar-nos a Deus (1Pe 3.18).

c. O ESPÍRITO SANTO. Ajudou o Filho a vencer todos os obstáculos que se levantaram contra Ele, até chegar à cruz. Foi pelo Espírito Eterno que Jesus ofereceu a si mesmo imaculado a Deus (Hb 9.14).

2. O Espírito Santo quer, pelo despertamento, mostrar aos homens a grande vitória de Jesus no Gólgota. O Espírito Santo quer iluminar o entendimento dos homens para esta grande realidade: “Depois de serdes iluminados suportastes grande combate de aflições” (Hb 10.32).

a. O Espírito REVELA (Ef 1.17), iluminando os olhos do nosso entendimento para que saibamos a grandeza de seu poder sobre nós, que manifestou em Cristo ressuscitando-o dos mortos (Ef 1.19,20). O Espírito Santo revelou a Pedro que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt 16.16,17).

b. O Espírito ENSINA as profundidades do vitupério da cruz. Quando Jesus, na estrada de Emaús, explicava aos seus discípulos o que as Escrituras escreveram sobre a sua morte, os corações deles ardiam (Lc 24.32,45).

c. O Espírito EXPLICA o verdadeiro significado da morte de Jesus na cruz, sobre o infinito alcance do brado: “Está consumado!” (Jo 19.30). Deus confirmou esta palavra de seu Filho, fazendo rasgar o véu de alto a baixo (Mt 27.51), mostrando à humanidade um novo e vivo caminho, que havia sido possível pelo véu, isto é, pela carne de Jesus (Hb 10.19,20). Por meio desta vitória os principados e potestades satânicos foram despojados, e Jesus triunfou sobre eles na cruz (Cl 2.15). Por isto temos nEle a vitória (1Co 15.57; 2Co 2.14; Rm 8.37). Pela fé em Jesus Cristo, podemos vencer o mundo (1Jo 5.4,5).

Por causa do brado “Está consumado!”, a justiça de Cristo agora é oferecida gratuitamente àqueles que crerem em Jesus (2Co 5.21; Is 53.11; Gl 2.16; At 13-39; Rm 4.22-25).

d. O Espírito PENETRA todas as coisas (1Co 2.10). A luz da glória de Cristo, revelada na cruz, é uma luz que tudo manifesta (Ef 5.13). Quando esta luz ilumina o painel da nossa consciência, como aconteceu com o profeta Isafas (Is 6.5-7), sentimos o grande peso dos nossos pecados, e, pelo Espírito Santo, somos despertados e levados ao arrependimento.

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

No NT Cristo tornou-se o centro da nossa comunhão com Deus através de sua morte expiatória, trazendo redenção a todos os homens. Não temos mais o altar como nosso ponto central de culto a Deus como no AT.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Sob a lei mosaica a expiação pelo pecado era conseguida através da morte de uma vítima sacrificial. O derramamento de seu sangue era a evidência de sua morte. ‘Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida [da vítima]’ (Lv 17.11). A expiação bíblica tem uma forma clara, e esta reconciliação específica é efetuada pela morte de Jesus Cristo em sua encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão. Portanto, esta expiação em particular deve ser entendida em termos de sua base e realidade específicas, ao invés de ser compreendida em termos do conceito geral,

O conceito bíblico. Tanto no AT como no NT, a necessidade de reconciliação é colocada pela decisão misericordiosa, sábia e onipotente de Deus, de satisfazer sua santidade e sua justiça, além de cumprir seu propósito a favor do homem pecador, culpado, alienado e impotente. O homem, em seu pecado, está obviamente em uma condição inapropriada para a comunhão com Deus, e um destino eterno junto dele. No entanto, o homem não é capaz de absolver a si mesmo da culpa, nem de se libertar da transgressão. Os sacrifícios do AT certamente não foram criados como um meio de autoexpiação humana. Eles apontavam para a expiação oferecida pelo Senhor Jesus Cristo. Para o cumprimento do propósito divino no homem, existe a necessidade de um sacrifício substitutivo como a base do perdão, da liberação e da restituição” (Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006. p.749).

III. CUIDADO COM AS IMITAÇÕES

Alguns dizem que nem todos os despertamentos de hoje têm as características que são mencionadas nesta lição. Concordamos plenamente. Já no tempo dos apóstolos havia “movimentos” que realmente tinham “alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne” (Cl 2.23).

Também em nossos dias aparecem “movimentos” que são imitações baratas do verdadeiro despertamento. Muitos destes movimentos empregam técnicas avançadas de dominações psicológicas. Estes “avivalistas” ou “especialistas” sabem, com suas técnicas, dominar o auditório, e podem fazer o público rir, chorar, jubilar, pular, bater palmas, etc. Sabem até imitar o batismo no Espírito Santo, “ensinando” o povo a falar em línguas! São, porém, experiências sem nenhum poder e sem a menor reverência.

Uma de nossas igrejas sentiu-se obrigada a orientar os irmãos acerca de um movimento que faz de suas reuniões “Shows” com apresentações de cantores “evangélicos”. Nesses “Shows” dominam aplausos, vaias, gritos, assobios, bebidas alcoólicas, jovens dançando e se requebrando de modo até mesmo sensual, enquanto os “hinos” estão sendo entoados. Cuidado! Este tipo de imitação pode fazer com que a glória de Deus se afaste.

Todo movimento feito, sem que o Espírito Santo esteja na direção, não pode prosperar. É como uma tartaruga deitada de costas; movimenta os pés, mas fica no mesmo lugar.

Mantenhamos o Espírito Santo na direção. Então veremos cumprir-se a Palavra que diz: “Vão indo de força em força” (Sl 84.7). Glória a Jesus!

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O estudo sistemático da Bíblia é necessário para identificar os movimentos que não tem as características do verdadeiro despertamento espiritual.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O arrependimento expressa uma grande transformação no interior do homem, gerando nele remorso e tristeza pelo mal que praticou, levando-o a pedir perdão a Deus e implorando força para viver uma nova vida. Arrependimento e conversão constituem uma só experiência, porém exprimem dois lados dela (cf. At 3.19).

[…] O Espírito Santo opera o arrependimento, aplicando-o à obra de Cristo na vida do homem, convencendo-o do pecado, da justiça de Cristo e do juízo vindouro (Jo 16.8,9). O arrependimento também resulta da pregação da Palavra de Deus (Mt 12.41). Quando Deus manifesta-se aos homens, estes sentem-se humilhados, quebrantados e prontos a se arrependerem (Jó 42.5,6)” (BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. RJ: CPAD, 2013, p.168).

PARA REFLETIR

A respeito de “O Despertamento Renova o Altar”, responda:

O que caracteriza o verdadeiro despertamento?

A necessidade dos homens se aproximarem mais de Deus.

Como começam os despertamentos espirituais genuínos?

Começam com a restauração do altar.

Em relação ao altar, o que representa Cristo hoje para nós?

Representa o ponto central de nossa comunhão com Deus.

Qual a atuação do Espírito Santo na morte vicária de Cristo?

O Espírito Santo ajudou o Senhor Jesus a superar todos os obstáculos para que a sua obra vicária se completasse no Gólgota.

Por que devemos tomar cuidado com os falsos despertamentos?

Porque comprometem o desenvolvimento sadio da obra de Deus.

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