
📖 Subsídio Betel I Lição 3: Os Compromissos do Discípulo de Cristo
Texto Áureo: “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9.23)
🎯 Contexto Histórico e Exegético Profundo
🏛️ O Império Romano e a Cruz
Para entender o que Jesus quis dizer, precisamos nos transportar para o século I. A cruz não era um símbolo de joias ou salvação; era um instrumento de execução brutal, reservado para criminosos, traidores e escravos rebeldes. Carregar a cruz era um ato público de condenação e humilhação. A pessoa que carregava a cruz para o local da execução já era considerada morta.

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🗣️ Exegese de Mathetes (Discípulo)
No grego do Novo Testamento, mathetes (discípulo) significa mais do que um aluno de escola dominical. Era alguém que adere à vida e à filosofia do mestre, imitando seu estilo de vida e propagando seus ensinamentos de forma radical. O discipulado no mundo antigo exigia tempo integral, submissão e lealdade inquestionável.
🚫 A Negação do “Eu” (Aparnesasthō)
A expressão grega para “negue-se a si mesmo” (aparnesasthō) é um verbo forte que implica uma renúncia completa e deliberada dos próprios direitos, vontades e ambições. Não é uma modéstia falsa, é a abdicação do trono do nosso coração para que Cristo reine soberano.
🔑 Subsídio da Lição por Tópicos
1. Compromisso com a Palavra (Permanecer)
- Fundamento: Discipulado começa com o ensino (didache). Jesus disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (João 8.31).
- Aplicação: Não basta ler a Bíblia casualmente. O discípulo é um estudante diligente, que medita, aplica e vive a Palavra diariamente. A verdade de Deus molda a visão de mundo do discípulo.
2. Compromisso com a Cruz (Sacrifício)
- Fundamento: A cruz é o ponto central. É o local onde o “eu” morre.
- Aplicação: Este é o ponto mais difícil. Envolve negar o egoísmo, o orgulho e a busca por conforto acima da vontade de Deus. É um estilo de vida sacrificial, vivendo para os outros e para Deus, e não para si mesmo. É o oposto da teologia da prosperidade.
3. Compromisso com a Comunhão (Koinonia)
- Fundamento: A igreja primitiva em Atos 2.42 era marcada pela koinonia (comunhão profunda, compartilhamento).
- Aplicação: O discipulado não é solitário. O compromisso envolve a vida em comunidade, onde há prestação de contas, amor fraternal, cuidado mútuo e compartilhamento de recursos (tempo, talentos e finanças).
4. Compromisso com a Missão (Ide)
- Fundamento: A Grande Comissão (Mateus 28.19) é a ordem principal.
- Aplicação: Um discípulo faz discípulos. A vida cristã é uma jornada de compartilhamento da fé, evangelismo e serviço ao mundo. A igreja relevante é a igreja missionária.
❓ Pontos Polêmicos e Dúvidas Comuns
1. “Tomar a cruz” significa aceitar problemas diários (doença, dívidas)?
- Resposta: Não no sentido exegético original. Embora os cristãos enfrentem lutas, a cruz no contexto de Lucas 9.23 significa a morte para si mesmo e a identificação radical com Cristo, mesmo que isso leve à perseguição real. Reduzir a cruz a um “espinho na carne” trivializa o chamado de Jesus.
2. O discipulado de Jesus é muito radical para o século XXI?
- Resposta: A mensagem de Jesus é atemporal. O mundo de 2026, com sua busca por prazer e individualismo, precisa mais do que nunca do discipulado radical que oferece propósito, comunidade e um padrão moral inabalável. O problema não é a mensagem ser radical, mas nós sermos superficiais.
3. Como equilibrar o compromisso com a igreja e o trabalho/família?
- Resposta: O discipulado redefine prioridades. Jesus deve estar no centro. O compromisso não é sobre quantidade de horas na igreja, mas sobre a qualidade da presença de Cristo em todas as áreas da vida. Um bom discípulo será um melhor cônjuge e profissional, pois opera sob a autoridade de Cristo.
💡 FAQ: Perguntas Frequentes
- P: O que é ser um “admirador de Jesus” versus um “discípulo”?
- R: Admiradores gostam dos ensinamentos de Jesus, mas não querem compromisso. Discípulos assumem o senhorio de Cristo sobre suas vidas.
- P: Existe um “discipulado light” ou é tudo ou nada?
- R: O chamado de Jesus é “tudo ou nada”. Ele não oferece um discipulado parcial. Lucas 14.25-33 deixa isso claro: é preciso calcular o custo total.
- P: Minhas obras de caridade me fazem um discípulo?
- R: As obras são a evidência do discipulado, não a causa. O amor e o serviço fluem de um coração transformado, comprometido com o Mestre.
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É autor, professor e palestrante, formado em pedagogia e teologia, escritor e Editor do Portal EBD Interativa.

















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