Jovens Lição 2: Ação de graças pela igreja de Corinto

Data: 11 de Abril de 2021

TEXTO DO DIA

Sempre dou graças ao meu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo” (1Co 1.4).

SÍNTESE

A oração de Paulo em favor dos coríntios era uma forma de revelar seu amor a eles.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — 1Co 1.1-3

Paulo saúda a igreja

TERÇA — 1Co 1.4

Paulo sempre agradece a Deus pela vida dos coríntios

QUARTA — 1Co 1.7

Uma igreja onde os dons espirituais eram abundantes

QUINTA — 1Co 1.9

Deus é fiel e nos chamou para a comunhão

SEXTA — 1Co 1.10

É preciso evitar toda e qualquer dissensão

SÁBADO — 1Co 1.18

A Palavra de Deus é loucura para os que perecem

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • EXPOR a saudação de Paulo na Primeira Carta aos Coríntios;
  • MOSTRAR o contentamento de Paulo pela obra de Cristo na vida dos coríntios;
  • RESSALTAR que a igreja em corinto era marcada pelos dons espirituais.

INTERAÇÃO

Professor(a), a lição desta semana possibilitará a oportunidade de explicar aos alunos que a igreja na cidade de Corinto tinha muitos dons espirituais, contudo os crentes não estavam livres de enfrentar problemas. Atualmente muitos servos de Deus, influenciados pela Teologia da Prosperidade, acreditam que os crentes fiéis não podem experimentar aflições ou tribulações. Contudo no primeiro tópico da lição desta semana temos a oportunidade de explicar aos alunos que o crente fiel também sofre infortúnios; Paulo é um exemplo. Logo no primeiro versículo da Primeira Carta aos Coríntios encontramos a seguinte afirmação: “Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus)” […]. Essa afirmação nos mostra que ele enfrentou oposição, perseguição e experimentou grande sofrimento, pois muitos não acreditavam no seu apostolado. Todavia, o Deus que o comissionou não o deixou sozinho, mas esteve ao seu lado em todo o tempo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), faça a introdução da lição com a seguinte pergunta: “Quais são as principais diferenças entre as Cartas de 1 e 2 Coríntios?”. Depois de ouvir os alunos, distribua as cópias e diga que as duas Cartas são muito diferentes. A seguir, leia o texto com os alunos e explique as principais diferenças.

TEXTO BÍBLICO

1 Coríntios 3.1-3; 6.16-20.

1 Coríntios 3

1 — E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

2 — Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis;

3 — Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?

1 Coríntios 6

16 — Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.

17 — Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.

18 — Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.

19 — Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?

20 — Porque fostes comprados por bom preço; glorificai. pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Ao iniciar a carta, Paulo faz as saudações iniciais com sabedoria, de forma fraterna, agradecendo a Deus pela vida dos coríntios. O amor do apóstolo pela igreja fala mais alto que sua insatisfação com alguns comportamentos internos dos crentes. Antes de tratar os problemas, o apóstolo registra uma das características da igreja em Corinto: A abundância de dons espirituais.

I. SAUDAÇÕES DE PAULO À IGREJA (1.1-3)

1. Paulo se apresenta e justifica seu chamado (v.1). O apóstolo inicia a Carta com saudações e ação de graças em favor dos coríntios. Logo de início, ele procurou mostrar que não trabalhava sozinho, pois o irmão Sóstenes estava com ele. Sóstenes era o chefe da sinagoga de Corinto. mas se converteu ao cristianismo. Ele foi espancado pelos judeus diante do tribunal romano por defender Paulo (At 18.17). Enquanto o apóstolo escrevia a Carta em Éfeso, Sóstenes continuava ao lado dele para ajudara igreja. Esse episódio nos mostra que a amizade verdadeira é algo precioso na vida de uma pessoa. Por isso ela deve ser cultivada para que se mantenha ao longo da vida, pois é como um tesouro a ser preservado.

Como em outras cartas, o apóstolo fez questão de defender seu apostolado e a origem divina do seu chamado (Rm 1.1; Gl 1.1). Ele faz essa defesa porque alguns falsos mestres surgiram na igreja e tentavam constantemente manchar a sua imagem e sua mensagem. Mas Paulo enfatizou que seu ministério era da vontade de Deus. Assim, podemos concluir que a convicção do chamado fundamenta o exercício do ministério cristão.

2. Reconhecimento do chamado de seus leitores (v.2). Paulo tinha uma característica própria para lidar com as igrejas, em especial entre as que ele fundou, pois conhecia bem de perto os membros e o estilo de vida desses grupos de crentes. Ele sempre atuava de forma pedagógica, carinhosa e pastoral. O apóstolo começa a escrever enfatizando o lado positivo da igreja. Ele reconhece as qualidades de seus destinatários, mas não economiza nas repreensões, quando aplicáveis, ao longo da carta. As recomendações e advertências não serviram somente para seus primeiros destinatários, mas são atuais para as igrejas contemporâneas.

Se olharmos atentamente, o reconhecimento de Paulo destaca a ação divina na vida da igreja. Seus membros foram santificados, mas por meio da obra de Cristo. Assim, somente eles poderiam exercer os chamados específicos também por meio da ação de Cristo, pois foram chamados para servir na Igreja de Deus.

3. A saudação fraternal de Paulo (v.3). Paulo deseja à igreja a graça e a paz da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo. Graça não era uma simples palavra de saudação, mas tinha um grande significado naquela cultura, pois ela remete a livre dádiva de Deus em Cristo. O apóstolo conhecia muito bem o efeito dessa graça diante das dificuldades, injustiças e sofrimento por amor ao Evangelho. Por isso, como fez a Timóteo em um momento de grande dificuldade em sua vida e ministério, ele podia recomendar: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2.1).

Da mesma forma, quando deseja a paz, com certeza ele tem em mente o conceito do Antigo Testamento, com a expressão hebraica shalon. O termo expressa mais do que a ausência de luta, representa a prosperidade integral do ser humano, em especial, a espiritual. Portanto, graça e paz seriam muito benéficas na situação de tensão e conflitos que a igreja em Corinto vivia.

Pense!

Você tem convicção do chamado que Deus tem para a sua vida?

Ponto Importante

Servir a Deus é uma honra, um privilégio.

II. PAULO DÁ GRAÇAS A DEUS PELA OBRA DE CRISTO NA VIDA DOS CORÍNTIOS (1.4-9)

1. Paulo era grato pela conversão dos coríntios (vv.4-6). Como era costume em suas Cartas, Paulo inclui na introdução as ações de graças a Deus pela obra de Cristo na vida de seus ouvintes. O hábito de orar pelas pessoas desenvolve em quem ora o sentimento de empatia, de se colocar no lugar do outro sobre quem se ora. O apóstolo agradece a conversão dos coríntios e sua fé em Cristo, fruto das pregações e testemunho de vida na convivência de 18 meses naquela igreja. O estilo de vida da cidade era um grande desafio para a manutenção de uma vida exemplar. Mesmo diante das diversas falhas demonstradas pelos membros da igreja, Paulo era grato pela permanência do grupo de fiéis. Ainda no texto bíblico, ele distingue três pontos importantes: 1) O enriquecimento na Palavra: 2) o conhecimento experiencial de Deus; 3) o testemunho de Cristo confirmado neles. O apóstolo conhecia bem o poder do Evangelho para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).

2. As palavras amáveis de Paulo (1.8). A ação de graças pela vida e fé dos destinatários prepararam o caminho para o que estava porvir. Paulo prepara o coração dos ouvintes para escrever a respeito de suas preocupações, que vieram depois de ser informado do mal comportamento dos crentes em Corinto. Eles ainda estavam no início da caminhada cristã e faltava-lhes maturidade espiritual.

O apóstolo faz menção do Dia do Senhor e da promessa do Arrebatamento. Esse “dia” tem um significado doutrinário muito impactante: Para quem não está preparado será um dia de juízo; contudo, para quem está dentro da vontade de Deus será um dia de alegria e vitória permanente. Paulo temia que o comportamento dos membros da igreja pudesse comprometer a salvação deles. Por isso deixa claro que a nossa conduta no presente pode comprometer o nosso futuro. Assim, um dos objetivos de sua carta era dissipar os conflitos e comportamentos que não condiziam com a vida cristã.

3. A expectativa de Paulo estava alicerçada na fidelidade de Deus (v.9). O apóstolo deixa claro que o Deus que os presenteou com a salvação em Jesus Cristo era fiel para guardá-los de modo irrepreensível até a segunda vinda de Jesus. Na igreja em Corinto existiam muitas práticas que não agradavam a Deus, mas Paulo nunca desistiu da igreja e de seus membros. Por mais falhas que o ser humano tenha, Deus sempre está disposto a perdoá-lo, à medida que se arrependa dos pecados e os abandone. O Senhor tem prazer em ajudar em nosso processo de santificação. Alguns crentes em Corinto eram infiéis, mas o apóstolo os exortava ao arrependimento, a fim de que se achassem fiéis aos mandamentos do Senhor.

Pense!

Você é grato ao Senhor pelo presente da salvação?

Ponto Importante

Cristo nos salvou e como crentes precisamos dissipar os conflitos e comportamentos que não condizem com a vida cristã.

III. UMA IGREJA MARCADA PELOS DONS

1. Os dons espirituais. Em meio à saudação aos coríntios, Paulo lembra que nenhum dom faltava à igreja. Mas adiante o apóstolo ensina a respeito dos dons espirituais (1Co 12). Ele mostra que as promessas de Deus por meio da pregação do Evangelho estavam sendo cumpridas ali. A igreja em Corinto estava cheia dos dons (presentes) de Deus.

Uma das primeiras reações dos leitores das cartas aos Coríntios é: Como Deus pôde conceder tantos dons espirituais a uma igreja carnal e com muitos problemas morais? Os dons são presentes imerecidos de Deus e Paulo diz que a manifestação deles na igreja era o testemunho de Cristo a respeito de seu povo (1Co 1.6-7).

2. Os dons espirituais não definem a nossa espiritualidade. Em alguns lugares pentecostais, a ideia que predomina é a de que as manifestações dos dons espirituais são sinônimas de espiritualidade e santidade. Isso é um engano, pois a santidade é evidenciada pelo fruto do Espírito (Gl 5.22-25).

Muitos acreditam que o crente espiritual é o que tem uma diversidade de dons espirituais. Mas o apóstolo Paulo deixa claro que o crente espiritual é o que evidencia o fruto do Espírito em sua vida (Gl 5; cf. Ef 5.18 – 6.9). Os dons espirituais são importantes para a Igreja, mas a nossa transformação em Jesus Cristo é evidenciada pelo fruto do Espírito. Por isso, não se engane, para identificar se uma pessoa tem maturidade espiritual observe seus frutos no dia a dia.

3. Os dons são capacitações para o serviço. Os dons devem ser usados com base no amor. Talvez esse seja o motivo de Paulo incluir o capítulo 13 entre os capítulos 12 e 14 desta carta. A diversidade de dons é um grande tesouro para a Igreja, desde que o dom não seja considerado um fim em si mesmo. O apóstolo aconselha nas suas Cartas fazer uso da humildade no uso dos dons, e adiante adverte sobre o perigo de usá-los para projeção pessoal.

Deus deu gratuitamente diversos dons para serem compartilhados na igreja, trazendo mais benefícios quando complementados entre si. Portanto, a autoavaliação não deve ser feita na comparação com as demais pessoas, mas avaliando qual a contribuição dada para a totalidade dos dons concedidos à Igreja de Cristo. Por isso, o apóstolo compara a Igreja como um corpo. Paulo dá graças pelos dons que se manifestavam entre os coríntios, mas adverte que devem ser usufruídos para o bem comum.

Pense!

Os dons espirituais definem a nossa espiritualidade?

Ponto Importante

Os dons espirituais não definem a nossa espiritualidade, o que define é o fruto do Espírito.

CONCLUSÃO

A maneira como o apóstolo inicia a carta a uma igreja com tantos problemas como a igreja em Corinto é um bom exemplo de como tratar assuntos complexos de forma positiva. Paulo, enquanto dá graças, alerta a seus destinatários que é necessário manter a fidelidade até o Dia do Senhor. Por fim, ele introduz um assunto que aprofundará mais tarde, os dons espirituais, que não definem grau de espiritualidade e são concedidos para o serviço e o bem comum da igreja.

ESTANTE DO PROFESSOR

Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

HORA DA REVISÃO

1. Como Paulo inicia a Primeira Carta aos Coríntios?

Paulo inicia a Carta com as saudações iniciais com sabedoria, de uma forma fraternal e agradecendo a Deus pela vida dos coríntios.

2. Quem cooperava com Paulo em Corinto?

O irmão Sóstenes.

3. O que Paulo desejava aos coríntios?

Paulo deseja à comunidade a graça e a paz, da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

4. O que significa a palavra hebraica “shalon”?

Significa paz. O termo expressa mais do que a ausência de luta, representa a prosperidade do ser humano integral, em especial, a sua prosperidade espiritual.

5. Segundo a lição, qual era um dos objetivos da Carta de Paulo aos Coríntios?

Paulo deixa claro que um dos objetivos de sua Carta era dissipar com os conflitos e comportamentos que não condiziam com a vida cristã.

SUBSÍDIO

As Cartas aos Coríntios

“Aproximadamente cinco anos após a sua conversão, Estéfanas (em companhia de Fortunato e Acaio) saiu de Corinto e foi consultar Paulo, que se encontrava em Éfeso. Esses três líderes da igreja coríntia levaram consigo uma carta, solicitando a orientação de Paulo acerca da resolução de alguns problemas sérios ocorridos na igreja em Corinto.

Durante os 18 meses passados em Corinto, Paulo presenciara o cumprimento da promessa de Deus: ‘Tenho muito povo nesta cidade’. Então, o grande apóstolo se despiu dos seus filhos na fé e foi pregar na importante cidade de Éfeso. Após uma visita breve, Paulo seguiu viagem para Jerusalém e Antioquia (na Síria). Assim chegou ao fim da sua segunda viagem missionária (At 18.19-22). Posteriormente, iniciou sua terceira viagem, passando pelas províncias da Galácia e Frigia, chegando pela terceira vez em Éfeso. Dessa vez, ficou mais tempo (3 anos). Foi ali que ele recebeu os líderes eclesiásticos de Corinto e escreveu sua Primeira Carta aos Coríntios em resposta, mandando-a com ele de volta à sua cidade no ano de 55 ou 56 d.C.” (HOOVER, Thomas Reginald. Comentário Bíblico 1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro, CPAD, 1999. p.14).

Fonte: Estudantes da Bíblia

 

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