Jovens Lição 3: José: Resistir à tentação é possível

Data: 17 de Abril de 2022

TEXTO PRINCIPAL

Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?” (Gn 39.9).

RESUMO DA LIÇÃO

Quando temos temor a Deus, entendemos que é possível, pelo Espírito Santo, resistir às tentações.

LEITURA DA SEMANA

SEGUNDA — Gn 39.2

O Senhor estava com José

TERÇA — Gn 39.5,6

O governo de José

QUARTA — Gn 39.6

Um jovem de boa aparência

QUINTA — Gn 39.7

O laço do Inimigo

SEXTA — Gn 39.10

Resistindo à tentação diária

SÁBADO — Gn 39.12

Fugindo da tentação

OBJETIVOS

  • MOSTRAR as dificuldades de um jovem de Deus;
  • SABER que o Egito foi um lugar de tentação para José;
  • COMPREENDER que o Egito também foi um lugar de restauração para José.

INTERAÇÃO

Professor(a), na lição deste domingo estudaremos a respeito da tentação que José enfrentou quando trabalhava na casa de Potifar. Este jovem sonhador se manteve fiel ao seu patrão e ao Senhor diante das muitas investidas da sua patroa. José era jovem, mas demonstrava ter o temor do Senhor em seu coração e também discernimento. O exemplo de José nos mostra que o temor e o discernimento são fundamentais na vida do crente, pois o ajuda a não cair diante das muitas investidas do Maligno.

O jovem José não se deixou seduzir pelos enganos do Inimigo. Longe de sua família, morando em uma terra estranha como escravo, ele poderia ver a tentação como uma forma de alcançar algum tipo de privilégio. Contudo, ele demonstrou ter consciência de que seu pecado não seria somente contra Potifar, mas contra o Todo-Poderoso, aquEle que havia lhe concedido sonhos e promessas. A vida de José é mais um exemplo de que é possível vencermos a tentação em qualquer ambiente.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza a tabela abaixo no quadro. Utilize-a para mostrar aos alunos os êxitos de José, suas fraquezas e erros. Reforce também as lições de vida de José.

JOSÉ

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 39.7-20.

7 — E aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e disse: Deita-te comigo.

8 — Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que tem.

9 — Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?

10 — E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando ele ouvidos para deitar-se com ela e estar com ela,

11 — Sucedeu, num certo dia, que veio à casa para fazer o seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali.

12 — E ela lhe pegou pela sua veste, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua veste na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.

13 — E aconteceu que, vendo ela que deixara a sua veste em sua mão e fugira para fora,

14 — Chamou os homens de sua casa e falou-lhes, dizendo: Vede, trouxe-nos o varão hebreu para escarnecer de nós; entrou até mim para deitar-se comigo, e eu gritei com grande voz.

15 — E aconteceu que, ouvindo ele que eu levantava a minha voz e gritava, deixou a sua veste comigo, e fugiu, e saiu para fora.

16 — E ela pôs a sua veste perto de si, até que o seu senhor veio à sua casa.

17 — Então, falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: Veio a mim o servo hebreu, que nos trouxeste para escarnecer de mim.

18 — E aconteceu que, levantando eu a minha voz e gritando, ele deixou a sua veste comigo e fugiu para fora.

19 — E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher, que lhe falava, dizendo: Conforme estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua ira se acendeu.

20 — E o senhor de José o tomou e o entregou na casa do cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam presos; assim, esteve ali na casa do cárcere.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Quando nos deparamos com o tema tentação, é preciso destacar que ela acontece com todas as pessoas, de formas diferentes, todavia é resistível. Se nos lembrarmos de que os homens e mulheres da Bíblia tiveram suas lutas, e que diante de si, ainda que por questão de fração de segundos, puderam escolher ceder ou não à tentação, entenderemos que é possível e necessário resistir a ela.

Nesta lição, veremos o exemplo de José, um jovem que resistiu à tentação e foi grandemente recompensado por Deus. Sozinho, em uma terra distante, e vivendo como um escravo, José permaneceu fiel ao propósito de Deus em sua vida, e foi compensado por isso.

I. AS DIFICULDADES DE UM JOVEM DE DEUS

1. Um filho nascido em uma casa dividida. José nasceu em um lar onde o seu pai, Jacó, tinha a sua atenção disputada por quatro mulheres e dez outros filhos. Adaptações feitas para acomodar certas tradições podem cobrar seu preço, como foi neste caso. Um lar dividido por concorrências internas prenunciava que a família de Jacó era uma família disfuncional. Deus jamais autorizou que o homem ou a mulher partilhassem seus leitos. O casamento deve ser monogâmico. Com a bigamia ou a poligamia vieram as disputas. Basta lembrar de que o pai de Samuel, Elcana, tinha duas esposas, Ana e Penina. E a Palavra nos diz que Penina perturbava Ana justamente quando iam à Casa do Senhor, em Siló (1Sm 1.7). Lendo o texto de 1 Samuel, podemos concluir que nem mesmo o horário do culto, um momento sagrado, é respeitado quando um lar é dividido. A divisão familiar revela insensatez e falta de temor a Deus.

2. Um filho detestado por seus irmãos. José cresceu sendo o preferido de seu pai. O amor devotado a José logo foi observado pelos seus irmãos mais velhos, pois o tratamento que ele recebia era diferente: “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores” (Gn 37.3). Por sua vez, os irmãos de José, por força dessa preferência paterna, “aborreceram-no, e não podiam falar com ele pacificamente” (Gn 37.4). A Palavra dá a entender que eles não tinham forças para tratar José como igual, pois realmente Jacó tratava José de uma forma privilegiada, algo que nenhum pai ou mãe deve fazer.

3. Um filho fora de casa. O distanciamento entre as pessoas dentro de um lar pode abalar muito a forma como vivemos. Por força da predileção de seu pai, do tratamento que recebia e dos sonhos que teve, José foi vendido por seus irmãos, dado como morto e se tornou um escravo. Seus irmãos eram invejosos e malvados, por isso decidiram afastar o filho amado de seu pai. José precisou lidar com a solidão, os maus-tratos, a ingratidão e a constante ameaça de perder a vida, pois ao se tornar um escravo, na perspectiva dos povos orientais, ele deixava de ser uma pessoa para ser uma “mercadoria”. Somente Deus poderia ser com ele.

SUBSÍDIO I

Professor(a), inicie o tópico explicando que “a história de José nos revela como os descendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. Esta seção de Gênesis não somente nos prepara para a narrativa do êxodo do Egito, como também revela a fidelidade que José sempre teve para com Deus, e as muitas maneiras como Deus protegeu e dirigiu a sua vida para o bem doutras pessoas. Ressalta a verdade de que os justos podem sofrer num mundo mau e iníquo, mas que, por fim, triunfará o propósito de Deus reservado para eles.” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.90).

II. EGITO, O LUGAR DA TENTAÇÃO

1. Escravo na casa de Potifar. Apesar das adversidades pelas quais José passou, Moisés relata que “o SENHOR estava com José, e foi varão próspero” (Gn 39.2). A definição de prosperidade apontada na vida de José não se parece com a mesma que tem sido falada em nossos dias. Em muitos púlpitos tem sido ensinada uma prosperidade que move o coração dos ouvintes a uma vida regalada, sem adversidades ou lutas. Os homens e mulheres da Bíblia nos dão exemplos de que a prosperidade não é dinheiro ou bens materiais, como disse Jesus: “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12.15). Mesmo como um trabalhador não remunerado, sem hora para descansar, sem direitos, o Senhor estava com José.

2. A tentação ocorrida. Ao se dedicar ao seu trabalho, e se destacar como um gestor inteligente e trabalhador, José acaba atraindo a atenção da esposa de seu senhor. Numa sociedade em que os valores familiares eram relativizados, a esposa de Potifar deve ter entendido que José era propriedade dela também, e que os hábitos do Egito permitiam que ela se utilizasse de um “escravo” para a prática sexual ilícita.

A Palavra de Deus nos diz que as investidas dela não aconteceram somente uma vez. Moisés relata que José era formoso de aparência e formoso à vista (Gn 39.6), e que a sua senhora falava a cada dia com José, mas ele não lhe dava ouvidos (Gn 39.10). Muitas tentações se iniciam com uma simples conversa, que vai se aprofundando até achar guarida nos corações daqueles que não estão vigilantes. Contudo, José tinha temor a Deus. Ele respeitava o seu senhor, muito mais do que a própria esposa de Potifar o respeitava.

3. A tentação resistida. Mesmo diante das investidas de uma mulher cujo marido tinha uma posição importante no Egito (Gn 39.1), José se manteve firme em sua dedicação ao seu trabalho, ao respeito por seu patrão e, acima de tudo, manteve seu temor a Deus: “Como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra Deus?” (Gn 39.9). Por mais que José, enquanto jovem, tivesse os seus desejos, ele os sujeitava a Deus, e isso o manteve fiel.

Não foi fácil se manter fiel, e ao invés de ser recompensado por sua fidelidade, José foi acusado injustamente de assédio sexual. Se cedesse à tentação, poderia ter sido tratado melhor na casa de seu senhor. Talvez receberia uma promoção, uma condição de vida melhor, e teria seus desejos carnais satisfeitos. Mas ele sabia que nenhum desses “benefícios” seriam aprovados por Deus, e preferiu não se deixar levar pelas palavras da esposa de Potifar.

SUBSÍDIO II

Professor(a), explique aos alunos que “o contraste entre Judá e José é forte. Ambos foram tentados sexualmente. Judá procurou o sexo ilícito, enquanto José recusou repetidos apelos da mulher de seu senhor. José lembra-nos que nunca podemos dizer que o sexo nos leva a pecar. A escolha é nossa, agir como Judá ou como José.” (RICHARDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia. 10ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.45).

III. EGITO, O LUGAR DA RESTAURAÇÃO

1. O preço da fidelidade. Ser fiel a Deus tem um preço, e José pagou pela sua fidelidade a Deus e a Potifar. Acusado falsamente, foi parar na prisão. Se a situação dele já não era confortável como escravo, quem dirá como prisioneiro. Um escravo poderia sair da casa, comprar coisas para seus senhores, e de certa forma, se socializar com outras pessoas. Mas na prisão estariam as piores pessoas, acusadas de crimes contra a sociedade. Ser fiel a Deus custou alto para José. Mas a Palavra nos diz que “o SENHOR, porém, estava com José, e estendeu sobre ele a sua benignidade” (Gn 39.21). Se por um lado ser fiel a Deus pode nos custar uma posição, recursos ou mesmo a boa fama, por outro lado, é certo que teremos a presença dEle conosco.

2. A recompensa da fidelidade. Deus não permitiu que José terminasse seus dias na prisão. Da mesma forma que ele havia honrado ao Senhor por meio de seu testemunho, o Todo-Poderoso começou a agir para exaltar José e lhe fazer justiça ainda na prisão.

A tentação pode ser uma fonte de prazeres momentâneos que vão cobrar o seu preço e vão fazer você passar a eternidade longe de Deus. É melhor ser fiel ao Senhor e ser exaltado por Ele do que pecar contra o Senhor e colher os frutos da desobediência.

3. Fuja da aparência do mal. Quando o apóstolo Paulo orienta aos tessalonicenses acerca de ficar vigilantes diante do pecado. Ele diz: “Abstende-vos da aparência do mal” (1Ts 5.22). Ele não orienta que fujamos do mal, mas da sua aparência, ou seja, se de longe é possível enxergar uma situação como uma “porta aberta” ao pecado, devemos nos desviar imediatamente desse caminho. A orientação bíblica é que estejamos sempre na direção oposta do que parece ser do mal. Infelizmente, não são poucos os que percebem a aparência do mal e ainda assim, se deixam aproximar e se envolver com coisas que desagradam a Deus.

SUBSÍDIO III

Professor(a), sugira que os alunos deem uma olhada nos versículos 2, 3, 21 e 23 do capítulo 39 de Gênesis. Em seguida pergunte: O que encontramos de comum nestes versículos? Explique que encontramos quatro vezes a expressão: “O Senhor… estava com José”. Diga que “porque José honrava a Deus, Deus honrava a ele. Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de Deus de que Deus dirigirá todos os seus passos (Pv 3.5,6)” (Adaptado de Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p.94).

CONCLUSÃO

Como vimos, a tentação existe, mas é resistível. José provavelmente tinha os argumentos necessários para dar vazão ao pecado, mas permaneceu firme ante às investidas malignas com que estava se deparando no seu trabalho. Mesmo tendo se tornado um escravo, distante de casa, das pessoas que amava, não estava distante do seu Deus, e essa convicção o sustentou quando ninguém estava perto para vigiá-lo. Deus está sempre ao nosso lado, e pela fé, podemos resistir às tentações mesmo quando ninguém está por perto para nos observar.

ESTANTE DO PROFESSOR

KENDRICK, Michael; LUCAS, Daryl. 365 Mensagens Inspiradas em Personagens da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD.

HORA DA REVISÃO

1. Como era o lar em que José cresceu?

José nasceu em um lar onde o seu pai, Jacó, tinha a sua atenção disputada por quatro mulheres e dez outros filhos.

2. No que resultou o tratamento diferenciado que José recebia de seu pai?

José foi vendido por seus irmãos, dado como morto e se tornou um escravo.

3. Como José via a proposta da esposa de Potifar?

Como um pecado contra Deus e contra Potifar.

4. Como José resistiu à tentação?

Fugindo da mulher de Potifar.

5. É possível resistir à tentação?

Sim. A tentação existe, mas é resistível.

 

 

 

Fonte: Estudantes da Biblia

 

 

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