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O fim da EBD? 🧐Esvaziamento de salas acende alerta no meio cristão

O pastor e comentaristas de lições bíblicas da CPAD, Ediberto Silva, levantou uma questão que tem ecoado entre líderes e fiéis evangélicos de todo o Brasil: por que algumas igrejas estão cancelando a Escola Dominical? Em um vídeo publicado em suas redes sociais, ele alertou que, em muitos lugares, a EBD tem sido substituída por outras programações ou simplesmente deixada de lado.

“Em alguns lugares, a Escola Dominical foi sendo substituída por outras programações até desaparecer. Em outros, basta surgir um evento ou um pequeno imprevisto para que ela seja cancelada.”

O questionamento ganhou ainda mais força com os dados divulgados pelo perfil EBDNext, que refletiu sobre a discrepância entre o número de assembleianos e a tiragem de revistas da CPAD. Segundo a publicação, a tiragem trimestral da editora gira em torno de 2,2 a 3,7 milhões de exemplares, enquanto o número de assembleianos no Brasil é estimado em cerca de 20 milhões.

“Uma reportagem menciona uma tiragem trimestral superior a 2,2 milhões de exemplares. Já o pastor Raul Cavalcante relatou ter recebido a informação de aproximadamente 3,7 milhões de revistas. Mesmo considerando o número mais alto e uma estimativa de 20 milhões de assembleianos, a quantidade de revistas corresponderia a menos de uma para cada cinco pessoas.”

O perfil informou ainda que o pastor Raul Cavalcante, líder da AD em Impeatriz, declarou: “A Assembleia de Deus não está indo para a Escola Bíblica.”

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O que está por trás do abandono da EBD?

Nos comentários dos posts, pastores, professores e fiéis apontaram uma série de fatores que explicam o declínio da Escola Dominical nas Assembleias de Deus e em outras denominações.

Metodologia ultrapassada — Um dos críticos mais incisivos afirmou que o problema está na metodologia: “Um tema único para o Brasil todo não atende a realidade de cada igreja e não se torna relevante para todas as classes sociais e regiões do Brasil.” Ele também criticou a divisão de classes por sexo e idade, sem levar em conta o nível de conhecimento dos alunos: “Se mistura leigo com gente profundo no tema, tornando a aula enfadonha ou para quem não sabe nada ou para quem sabe muito.”

Professores despreparados — A falta de capacitação dos professores foi apontada como um dos principais gargalos: “Escalam professores para dar ocupação para pessoas sem preparo e não por capacidade” ; “O problema não são as revistas, nem a EBD, são os professores ruins que não sabem nem pra ele, falta conhecimento e falta o essencial, unção” . Outro comentarista destacou: “Tem professor que dá aula do mesmo modo que dava a 20 anos atrás e acha que está arrasando.”

Falta de estrutura e recursos modernos — A ausência de ferramentas audiovisuais e tecnológicas também foi mencionada: “Uma escola que fez sucesso no Brasil rural com classes até debaixo de árvores, na atualidade precisa de áudio visual, ferramentas modernas, IA, e tudo que possa apoiar o conteúdo.”

Preço das revistas — O custo das revistas da CPAD foi alvo de críticas: “A maioria dos assembleianos ganham salário mínimo” ; “Pagamos pela revista o mesmo valor que seria vendido por qualquer outra instituição” ; “Se o interesse fosse o ensino, porque os dirigentes não compram as revistas e as doam aos irmãos?” Alguns comentaristas também apontaram que muitos utilizam PDFs gratuitos, o que reduz a compra de exemplares físicos.

Ativismo excessivo — Um líder destacou que o ativismo na igreja tem prejudicado a EBD: “Será o ativismo excessivo que gera desgaste físico e mental, afetando diretamente um dos pilares de sustentação da igreja, O ENSINO?”

Falta de incentivo e dados — A ausência de levantamentos estatísticos precisos foi apontada como um obstáculo: “A AD é avessa a levantamentos estatísticos. A CPAD e a CGADB nunca se preocuparam em fazer levantamentos precisos sobre este e outros tópicos importantes” . Outro comentarista reforçou: “O QUE NÃO É MENSURADO, NÃO PODE SER MELHORADO.”

Prioridades equivocadas — Um dos comentários mais contundentes afirmou: “Ao que tudo indica, a questão não é a aprendizagem, mas a venda das revistas. A preocupação é vender e não salvar as pessoas.”

A diversidade assembleiana e o alcance da CPAD

Alguns internautas também destacaram que a CPAD não é a única editora utilizada pelas Assembleias de Deus. A AD Madureira usa a revista da Betel, e há outras editoras como a da ADVEC e da CADB. Além disso, ministérios independentes também utilizam material da CPAD, o que pode distorcer os números.

“Há diversas assembleias, muitas com editora própria. ADVEC, Madureira, CADB são, enfim, milhões de assembleianos fora da CPAD.

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Conteúdo extraído: jmnoticia
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